sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Piadolas do Dia

1 - sonhas comigo?

claro. eu sonho todos os dias contigo, acordada.. Então porque raio é que tenho também de sonhar ctg de noite?????

2 - um senhor vai à padaria e pede 99 pães. O padeiro pergunta-lhe "99? Porque é que não leva logo 100?", ao que o primeiro responde "Porra!! E para que é que eu quero tanto pão??!?!?"

digam lá que não estou cheia de piada hoje....
muahhahahah ah ah ah ah hh a.

Gosto...

... de bebericar chá quentinho de frutos silvestres ou do bosque ou azuis no meu novo copo de alumínio (não me ocorre o nome, mas é tipo termo...lol) que comprei cá na escola.
Acho que a escrita em Norueguês na parte de fora dá outro sabor ao chá..!

Oslo Experience - day 17: shopping!

Pois é!!!
Haverá alguma coisa melhor para levantar o astral de uma mulher? NADA MAIS, além de: sapatos, bolsas, camisas, t-shirts, calças, calcinhas e calções, meias, leggings, chapéus, lenços, echarpes, sapatos e sapatos, e blusas e acessórios e fitas e ganchos para o cabelo!!



A minha nova paixão:

um lenço com losangos cinzentos e verdes-fluorescentes!!!! A-M-O!

Oslo Experience - day 16: a fingir que estudo...

Faz-me confusão...

... as pessoas que dizem que lavam o cabelo 1 vez por semana.

A notícia vinha no Correio da Manhã...

"...Carolina Salgado, autora do polémico livro ‘Eu, Carolina’, deixa um clima de suspense no ar quando dá a entender nesta entrevista que pode estar a ser pensada uma sequela de ‘Corrupção’, de João Botelho, e afirma que está actualmente a ponderar escrever um segundo livro..."

Só tenho uma coisa a dizer:


quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Belitah, arranjei uma fonte de inspiração para te ajudar a escrever aquelas coisas belas no teu blog, que eu te disse que me faziam pensar durante horas no âmago das coisas e reflectir acerca das profundezas do ser humano, sua arte e genialidade, refundidas nos mais impenetráveis recontidos de sua mente ou tão à vista de todos que é quase palpável mas impossível de alcançar..
Aqui está:



Oslo Experience - day 15: em busca da cama extra...

Pois é, vocês sabem lá o meu dia!
Nuno e Mário estão para chegar no Sábado, então tive de me ir pôr na "labuta", como diz a minha avó.
Vá de comprar comida, vá de fazer limpeza (sim, é só porque eles vêm!), vá de lavar roupa, vá de despejar lixo da residência inteira, vá de lavar lençóis.. e so quando acabei de os estender é que me lembrei..
Espera... lençóis.. cama.. se somos três, EU PRECISO DE ARRANJAR MAIS UMA CAMA!
A residência tem uma espécie de armazém com camas extra precisamente para este tipo de situações.
Então vá de ir ao armazém, vá de bater com a porta no nariz, vá de praguejar porque esteve sempre aberta e agora estava sempre fechada, vá de experimentar as minhas chaves, vá de tentar arrombar a porta, vá de ir buscar ganchos e pedir clips emprestados para tentar forçar a fechadura (o que eu faço pelas amizades!não contem isto a ninguém!!)... NADA! A (sldjfhsdfgh!grrr) da porta manteve-se firme como um aço e não cedeu nem um bocadinho..

Então...
vá de mandar email para o International Office, vá de me responderem passadas 4 horas e a porta continuar fechada e de eu já ter gasto metade do meu dinheiro a telefonar para o número da assistência às residências e de me porem à espera e não conseguirem a ligação, vá de telefonar para o número do responsável do armazém que me respondeu

"oh... i don't know... this is my first day, i don't have the keys.. yes, you can call to my office saying i don't have the keys so they give them to me... no, it's better if YOU call... for My office...because this is my first day" porra... não há nada como um homem COM SANTAL-RAD, não haja dúvida...

Vá de ligar para o escritório do homem e vá de ir parar 500 vezes ao atendedor de chamadas e, para mal dos meus pecados, o raio da mensagem estava em norueguês..

Vá de telefonar para a Stina Jokobsen para eu ligar para o escritório e me traduzir o raio da mensagem, que pelos vistos dizia que não estava... E NOVIDADESS???

Bem, lá a minha amiga Stina me desenrascou uma cama, um grande bem haja!, e lá fui à escola ter com ela para ir buscar a dita!

Só vos digo que acabei o meu dia sentada no bar da escola a mamar copos de chá (deprimente mesmo né?) e a ouvir as raparigas da minha turma a dizer que gostavam mais dos latinos (Stina tem namorado italiano) porque eram mais calorosos e, sim, é verdade que é difícil para os estrangeiros (ou melhor, estrangeiras) arranjarem namorados noruegueses because:

"girls from other countries say that they seem very cold and insensitive... well, as a matter of fact they really ARE non-attached to their emotions the most part of the time... well, ALL the time..."

Ora se eu fosse estrangeira (que não sou, eu sou PORTUGUESA), solteira e desesperada por arranjar namorado loiro e de olhos azuis tinha vindo de lá mais triste que a "trEsteza"... já diria a minha avó!!

Desculpem a falta de "filtro" hoje sim? Mas estava capaz de bater em alguém..!!


Currently Mood:

Pois é, Isabelita, como não posso ver nada, também adoptei um bicho!!
Para os que não sabem, podem dar-lhe de comer (onde diz "more"), dar-lhe banho e podem fazer-lhe festas, clicando em cima dele.
Podem também fazê-lo seguir o vosso ponteiro. Assim, brincam com ele e ele fica feliz!

Veêm? Vem com livro de instruções e tudo... e não faz porcaria!


(mariquices...)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

COISA MAI LINDAAAAAAA!!!


Parece.. que o frio.. está a chegar.. brrrrrrrr!!

Oslo Experience - day 13 e 14: trabalho eficiente

Realmente, nestes dois dias foi só o que se passou.
Trabalhinho de grupo para publicar no Fronter na próxima sexta-feira.
Devo dizer que o meu grupo é totalmente.. eficiente e despachado. Do género: "Good morning! I saw what you did yesterday, it's very good, today we have to do this and this, you could take this and that, let's see this... ok, everybody knows what to do, let's go home and work then! And don't forget to share information, send email when you're done to everyone could read it!" E pronto, está o trabalho feito e lido por toda a gente, a troca de informações e mails é constante e funciona!
Por isso, estou contente.

Somente no 14º dia é que fui de novo com a Stina para uma esplanada até tarde, beber o tal do cappuccino, solinho e óculos escuros... hmmm...

Oslo Experience: day 12 part 2: A Marina

Foi uma tarde muito agradável, ao sol da Marina de Oslo, comendo gelado ou bebendo capuccino, na esplanada ou junto ao mar, ao lado da chama olímpica ou dos barcos que partiam para os Fjords...
Ahhhhhhhhh........
Para repetir.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Oslo Experience - day 12 part 1: The Munch-Muséet

Este Domingo organizei uma excursão com a minha própria pessoa ao Munch Museum.
Para aqueles que gostam de Arte, aqui deixo uma síntese daquilo que me lembro da visita guiada:

Edvard Munch (1863 - 1944) foi um pintor norueguês, um dos precursores do expressionismo alemão.
Toda a sua infância foi muito marcada por sofrimento e morte: a mãe morreu quando ele tinha 5 anos, a irmã mais velha faleceu aos 15 anos, a irmã mais nova sofria de doença mental e uma outra irmã morreu meses depois de casar; o próprio Edvard estava constantemente doente.
Então, ele começou a usar o seu talento pouco usual como "terapia" (segundo o próprio): começou a pintar desde muito cedo, incentivado pela sua tia, que reconhecia este talento como algo grandioso. Pelo contrário, o seu pai, médico, era contra esta escolha de profissão para o seu filho.
O primeiro quadro de Munch retrata o dia em que perdeu a sua mãe. A sua irmã mais velha e o seu pai estão marcados com tons de vermelho na cara pq Munch quis revelar o seu temperamento... Sabe-se que - através de Raios-X, originalmente estava desenhado um gato preto no canto esquerdo da tela, mas Munch apagou-o com tinta.

Death in the Sickroom


Munch retratou também a sua irmã mais nova, Laura. O título do quadro refere "melancolia", porque era este o termo utilizado para "os dias maus de Laura", pelos médicos da instituição mental onde Laura se encontrava internada, pelos vistos, durante longuíssimos períodos de tempo.. sempre. Este foi também um factor muito marcante na vida de Munch.

Melancholic (Laura)

Laura está muitas vezes retratada nas obras do pintor. Existem numerosos quadros, de que o próprio Munch fez réplicas, com cores diferentes, mas sempre a retratar a angústia e morte. Posteriormente, quando Munch começou a fazer litografia (? não tenho a certeza se é assim que se escreve, mas consiste numa técnica dem "pré-impressão" em que os quadros eram pintados numas pedras especiais e, como uma máquina especial, Munch poderia fazer as réplicas qu quisesse em papel), apareceram bastantes réplicas do seguinte quadro, que retrata a sua irmã:



The Sick Child

É o nome de todos os quadros, em que a sua irmã aparece a definhar, pálida na sua almofada... As cores bem sugestivas da morte e da doença.
Além da morte e angústia sempre presentes na vida do pintor, também as mulheres eram uma fonte de mal. Elas eram dominantes, aterradoras, maquiavélicas. Eles eram fracos, subjugados e sofredores. Por isto, Edvard Munch nunca se casou, nunca teve filhos, pois dizia que o dia que isso acontecesse seria sugado pelo doloroso poder da mulher, seria consumido aos poucos. Por isso, preferia a vida de boémia (e, segundo o seu pai, das más companhias artísticas) e de affairs.
Aliás, o que ele pensa da mulher pode ser apreciado nos seguintes quadros, entre MUITOS outros, claro:



Puberty

A sombra da mulher, como mau presságio, como a presença constante do mal...


Madonna

Pode-se sentir a forte aura deste quadro.. a sombra, sinal de mau presságio.. as expressões, quase da própria morte, à qual não podemos escapar...
E:



The Vampire

Originalmente, este quadro chama-se "Woman with red hair kissing man in the neck". E seria apenas a imagem da subjugação do homem, fraco, pálido, procurando conforto, e da superioridade da mulher, forte, robusta. Mas, na altura, Munch tinha um amigo escritor, que andava a escrever uma peça sobre vampiros. Sob suasugestão, Munch mudou o título para "The vampire" o que dá outra dimensão ao quadro. Mais uma vez a sombra da mulher, a aura de desgraça, a cabelo vermelho vivo, cobrindo todo o homem como sangue, como poder.

De facto, romances e amores sofredores eram um constante tema das telas de Munch:



The Kiss

O símbolo do amor e da união, representado pela junção das faces dos dois amantes numa só. No entanto, as sombras e a escuridão com conotação negativa.. de sofrimento...


Jealousy

O sofrimento provocado pelas paixões e... pelas mulheres... a traição, a palidez no rosto do que sofre, ao contrário dos amantes, cheios de paixão..

De facto, Munch nunca casou. Mas esteve noivo durante três anos. Outro aocntecimento que de facto lhe provou a "natureza frívola das mulheres" e que também teve um grande impacto na sua vida foi o retratado no quadro abaixo.


The Death of Marat

Aqui ele jaz deitado, na posição de Cristo na cruz. O sangue no lençol vem do facto de Munch ter tentado impedir a sua noiva de disparar a arma (ou para ele ou para ela própria). Este incidente valeu-lhe a amputação de dois dedos da mão, dores estas que vinham de cada vez que segurava a palete das tintas em cada quadro que pintava. Portanto, este acontecimento estava-lhe sempre na memória.. Ela mostra-se indiferente ao sofrimento do mesmo ou aos aocntecimentos do quarto. A sombra está presente.
Aliás, é sabido que a dita noiva nunca o foi visitar ao hospital onde ele estava quando isto aconteceu, que partiu duas semanas depois para Paris, onde se casou com um soldado, dois meses depois. Sem nada dizer ao pintor.
Munch, sabendo de uma exposição de quadros em Paris, resolveu pintar o dito quadro e enviá-lo para a dita exposição, onde a ex-noiva estaria presente... Sentido de humor, pequena vingança? E, para agradar aos franceses, o nome do quadro refere-se a Marat, mártir francês durante a Revolução Francesa, personagem importante da época, assassinado na banheira de sua casa com uma faca trazida, a punhaladas.. Assassinado por uma mulher, acrescento.

Mas, a vida dá muitas voltas.
Munch é institucionalizado durante 9 meses, devido a um esgotamento.
Quando saiu da instituição, a sua vida passou de um extremo ao outro: deixou a vida de boémia e isolou-se totalmente na sua casa, que tinha 20 quartos, mas nem o mínimo de "aconchego do lar". Começou a coleccionar os seus próprios quadros, pois era tudo aquilo que tinha trazido com ele do seu passado. Quem lá entrou contou que todo o chão da casa estava coberto por todos os seus quadros e impressões, havendo um pequeno caminho por entre eles para a cozinha.
Também a visão que tinha das mulheres mudou radicalmente. Este passou a considerá-las da seguinte forma: "como lindas e maravilhosas rosas, que eu nao colherei devido aos seus picos", mantendo a distância.
Munch começou então a pintar as suas modelos, que eram as empregadas da sua casa. As cores mudaram. Inclusivamente, aquela que ele tinha por melhor modelo foi pintada com a cor preferida do pintor: lilás.


Wepping Nude

Com a conjugação do vermelho com o verde, cores complementares e o lilás, a sua cor preferida. Aqui não existe uma aura negativa na mulher.
A angústio e o sofrimento continuavam, no entanto, na vida de Edvard Munch:



Anxiety

Mas foi principalmente este quadro que ficou como o mais conhecido em todo o mundo:

The Scream

Não há quadro igual para expressar os sentimentos de Munch. O céu louco, com vermelho sangue de angústia e com trajectos que indicam a presença de sons, o sofrimento da personagem do quadro e a paisagem, que se trata de uma paisagem existente de Oslo, de facto, e que se pensa que no fim da ponte que Munch retrata se encontrava a instituição onde a sua irmã esteve internada para toda a vida.. Gritos seriam os sons que se ouviriam mais naquela região, provindos da instituição..

Durante a sua vida, Munch pintou muitos auto-retratos, com o intuito de demonstrar a sua disposição.
Munch tinha insónias constantes e, por isso, retratava-se assim:



The Nocturnal Good Walker

Muito mais velho do que a sua juventude, os olhos cansados de continuaram acordados, a noite, as sombras, o piano que lhe servia para colocar as obras frescas e janela exterior a formar uma cruz com janela de dentro, com a luz da lua a entrar, a morte, o místico...


Self-Portrait: Between the Clock and the Bed

Este foi o último quadro de Edvard Munch. O relógio sem ponteiros significa "sem tempo", a cama feita como a espera para o repouso eterno, a porta aberta para um outro mundo.. Uma figura por detrás da porta a representar a figura humana enquanto eterno modelo para as suas pinturas.
De facto, pouco tempo depois, Edvard Munch morreu, vítima de pneumonia, que apanhou de uma vez que saiu à rua quando houve uma explosão perto de sua casa. Munch ficou muito tempo na rua, em roupa de dormir, à chuva. Depois de algum tempo de cama, Munch acabou por sucumbir.
Aliás, o seu médico disse, após a morte do pintor, que tinha sido a primeira vez que viu Edvard Munch deitado na sua cama...
E foi assim a vida de Edvard Munch... Um génio feito de marcantes experiências de vida.



Self-Portrait


Nota: Tudo o que aqui foi escrito tem como fonte as informações dadas durante a visita guiada no Museu que, por sua vez, têm como base os escritos de Munch, na primeira pessoa, que, antes de morrer, quis explicar todas as suas obras, que no seu testamento doou à cidade de Oslo, afirmando que "só é possível entender a minha história de vida se todas as minhas obras estiverem debaixo de um mesmo tecto para contar a história".

sábado, 25 de agosto de 2007

Sem palavras...

Winter's Here

by headuphigh
http://www.headuphigh.deviantart.com/

Oslo Experience - day 11: Esplanada no Centro



O exercício pode ser viciante. A alimentação pode tornar-se quase vegetariana.
E quando estamos rodeados por viciados em exercício e quasi-vegetarianos, pior!
Eu sou o exemplo daquilo que a cultura faz às pessoas: quando se chega a um sítio, há que haver uma adaptação à cultura.
Para celebrar isso, o meu almoço hoje teve bróculos e pepinos à mistura - que é uma coisa que eles usam muito nas sandes, também. De pão integral, claro.
Também a minha ânsia de bicicleta andou a crescer durante toda a semana e, por isso, peguei nas perninhas e fui espairecer um bocado.
A tal caminhada da 30min, o rent-a-bike no meio do caminho e a ida ao Centro de Oslo.
A Pepsi com gelo e lima (5 euros...!!!), numa esplanada mesmo em frente ao Royal Palace.
Aahhh, isto é que é beber cultura e qualidade de vida...
Eu podia viver aqui. Na pobreza, claro, mas podia...

Oslo Experience - day 10: estudo....

Não tive aulas, supostamente para pôr o estudo em dia...
Mas ora é a fome, ora a vontade de comer, ora o sono...
Posso dizer que estou há três dias a tentar acabar um artigo acerca de Ethics in International Public Health...
Assim sendo, o meu estudo resume-se a isto:


Oslo Experience - day 9: A Primeira Apresentação

E porque não se trata apenas de teoria, mas também de prática, nós, estudantes, tivemos de realizar uma pequena investigação acerca das prioridades de Saúde Pública Internacional da WHO (World Health Organization) e da EU (European Union), comparando-as ou, então, verificar a estratégias adoptadas por uma e por outra organização, relativamente a um problema de saúde específico.

Como as prioridades das agendas destas duas organizações são algo... vastas (tal não é o estado de saúde do mundo, diria a minha avó), as apresentações foram muito ricas pois cada grupo pesquisou um problema diferente.

A apresentação foi em inglês, correu bem e, visto que pareço ser a única que "mexe" em PowerPoint, a apresentação do nosso grupo foi um sucesso, pois todos os outros grupos apenas falaram ou mostraram acetatos escritos à mão.
Devo só acrescentar que o PowerPoint que fiz continha 4 diapositivos, com pano de fundo pré-definido e com animaçõezinhas que nós, enquanto ex-estudantes de TF, consideraríamos hiper-básicas. Ainda assim, no final, uma das minhas colegas de turma me veio dizer "Wow, you're so got at PowerPoint.... I wish i could manage it like you do!". AHAHAHHAAHAHHHA

Bem, no final todas as apresentações mereceram um aplauso, pois foram muito interessantes, sobretudo a de um colega da Somália (mas que já está na Norway há 10 anos), que quis falar acerca das medidas que estão a decorrer (ou não......) no país referido.
De facto, enquanto se investiga na Europa as dores cervicais dos adolescentes e o vírus HIV e as pandemias que por aí andam, na Somália, bem como em muitos sítios do mundo, as coisas resumem-se apenas a um factor primário: a POBREZA...


Oslo Experience - day 8: Introdution to International Public Health

Aconselho vivamente às pessoas mais susceptíveis para não lerem a parte do texto que se segue, acerca da mutilação sexual de crianças do sexo feminino em África.. Ao invés, passem logo para o parágrafo final.


Here is an eyewitness description of an operation in Somalia:
"With the Somalis, the circumcision of girls takes place in the home among women relatives and neighbors. The grandmother or an older woman officiates. At each occasion, usually only one little girl or at times two sisters are operated; but all girls, without exception, must undergo this mutilation as it is a requirement for marriage.
"The operation itself is not accompanied by any ceremony or ritual.
"The child, completely naked, is made to sit on a low stool. Several women take hold of her and open her legs wide. After separating her outer and inner lips, the operator, usually a woman experienced in this procedure, sits down facing the child. With her kitchen knife, the operator first pierces and slices open the hood of the clitoris. Then she begins to cut it out. While another woman wipes off the blood with a rag, the operator digs with her sharp fingernail a hole the length of the clitoris to detach and pull out the organ. The little girl, held down by the women helpers, screams in extreme pain; but no one pays the slightest attention.
"The operator finishes this job by entirely pulling out the clitoris, cutting it to the bone with her knife. Her helpers again wipe off the spurting blood with a rag. The operator then removes the remaining flesh, digging with her finger to remove any remnant of the clitoris among the flowing blood. The neighbor women are then invited to plunge their fingers into the bloody hole to verify that every piece of the clitoris is removed.
"But this is not the end. The most important part of the operation begins only now. After a short moment, the woman takes the knife again and cuts off the inner lips (labia minor) of the victim. The helpers again wipe the blood with their rags. Then the operator, with a motion of her knife, begins to scrape the skin from the inside of the large lips.
"With the abrasion of the skin completed, according to the rules, the operator closes the bleeding large lips and fixes them one against the other with long acacia thorns.
"At this stage of the operation, the child is so exhausted that she stops crying, but often has convulsions. The women then force down her throat a concoction of plants.
"The operator's chief concern is to leave an opening no larger than a kernel of corn or just being enough to allow urine, and later the menstrual flow, to pass. The family honor depends on making the opening as small as possible because with Somalis, the smaller the artificial passage is, the greater the value of the girl and the higher the bride price.
"When the operation is finished, the woman pours water over the genital area of the girl and wipes her with a rag. Then the child, who was held down all this time, is made to stand up. The women then immobilize her thighs by tying them together with ropes of goat skin. This bandage is applied from knees to the waist of the girl, and is left in place for about two weeks. The girl must remain lying on a mat for the entire time, while all the excrement evidently remains with her in the bandage.
"After that time, the girl is released and the bandage is cleaned. Her vagina is now closed, and remains so until her marriage. Contrary to what one would assume, not many girls die from this torture. There are, or course, various complications which frequently leave the girl crippled and disabled for the rest of her life."



É contra este tipo de práticas que a Saúde Pública Internacional luta.
É contra este tipo de práticas, independentemente de serem culturais ou moralmente aceites pelas populações em questão, que o mundo deve lutar.
É um dever de todos, não só de alguns.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

What Does Your Birth Date Mean?

Your Birthdate: October 5

You have many talents, and you are great at sharing those talents with others.
Most people would be jealous of your clever intellect, but you're just too likeable to elicit jealousy.
Progressive and original, you're usually thinking up cutting edge ideas.
Quick witted and fast thinking, you have difficulty finding new challenges.

Your strength: Your superhuman brainpower

Your weakness: Your susceptibility to boredom

Your power color: Tangerine

Your power symbol: Ace

Your power month: May

As coisas que descobrimos sobre nós.. lol

What Playing Card Are you?

You Are the Ace of Diamonds
You are a lucky person, and you always seem to find yourself surrounds by pretty, shiny things.You have a knack for success and money - though your skills can't really be learned or taught.
You shine in a room, and you a have a truly sparkling personality.A true extrovert, you always are able to share a witty joke or the latest scandalous gossip.
While you do have an eye for bling, you are also quite generous.A lot of wealth and luck comes your way. And you're not afraid to pass it on.
A gamble you should take: Sports betting
Your friends would describe you as: Captivating
Your enemies would describe you as: Greedy
If you lived in Vegas, you would be: A trophy wife or husband
Perfeitamente...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Decisões...


Definição de Decisão:


Tomada de decisões é o processo pelo qual são escolhidas algumas ou apenas uma entre muitas alternativas para as acções a serem realizadas.
As decisões são escolhas tomadas com base em propósitos, são acções orientadas para determinado objectivo e o alcance deste objetivo determina a eficiência do processo de tomada de decisão.
A decisão pode ser tomada a partir de probabilidades, possibilidades e/ou alternativas. Para toda acção existe uma reacção e, portanto, são as reacções que são baseadas as decisões.
A decisão mais do que a escolha entre alternativas, sendo necessário prever os efeitos futuros da escolha, considerando todos os reflexos que pode causar no momento presente e no futuro.
Modernamente entende-se que é impossível alcançar num processo de decisão a melhor alternativa o que faz com que sejam buscadas as alternativas satisfatórias, ou seja, na prática o que se busca é a alternativa que, mesmo não sendo a melhor, leve para o alcance do objectivo da decisão, em detrimento da melhor alternativa.


Pois... E agora??

Oslo Experience - day 7: Universal Design e OsloBikes










Universal Design.
Não, não é uma coisa religiosa.
É uma matéria séria, de que falámos hoje de manhã na aula de "Public Health Planning and Universal design/accessibility, and empowerment".
Trata-se daquilo que nós Terapeutas tão bem conhecemos enquanto: adaptações às necessidades das pessoas com algum tipo de deficiência.

Muito resumidamente, o Universal design visa que todos os produtos usados na sociedade (transportes, lojas, aeroportos, passeios, semáforos, sítios de votos nas eleições) sejam perfeitamente utilizáveis por todas as pessoas, repito, TODAS as pessoas. Todas, desde as "normais" até às pessoas com falta de vista ou cegueira, surdas ou com dificuldade em ouvir, paralíticas ou coxas, amputadas ou com Alzeihmer (etc) possam utilizar com bastante facilidade e eficácia.


Ou seja, trata-se de adaptar toda a cidade, porque não são só os transportes, por exemplo. É desde que se sai de casa, atravessa-se a estrada, vai-se até à estação, compra-se o bilhete, entra-se no autocarro, escolhe-se a paragem, sai-se e vai-se até ao jardim que se pretende.
Assim se consegiria um mundo melhor, de certeza. As disabilities ir-se-iam esbater, logo, também a diferença.

Isto da parte da manhã....



... a parte da tarde foi uma aventura!!



Decidi, sozinhita, ir onde? ONDE???
Ao:
Pois é!! Lá andei por Oslo, FARTEI-me de andar mas lá fui ter à paragem dos autocarros para IKEA, que são gratuitos.

Em Oslo há dois IKEAs. Um maior que o outro (lol, informação importante...). E ficam ambos fora da cidade (30 minutos de autocarro, +-).

Lá, fui resolver o meu problema de luz aqui no quarto: comprei um candeeiro e um pack de 6 lâmpadas, mas só qd cheguei a casa reparei que as lâmpadas eram de 40W e o candeeiro de 25W.. Se ouvirem nas noticias acerca de uma explosão em Oslo já sabem quem é a culpada...

Bem, mas falando do regresso a casa, que aventura!!!

Sabem como vim?

Além de vir umas vezes a pé, outras vezes andando, também fui à Main Bus Station, ao Trafikkaten (serviço de informação, venda de bilhetes, etc) e comprei um cartãozinho que me deixa andar nas bicicletas colocadas por toda a cidade: as Oslo Bikes. Este cartão permite-me retirar uma bicicleta em qualquer posto, andar máximo 3 horas nela e de novo colocá-la num outro posto que eu queira e, se quiser, posso logo levar outra de novo. Então, é muito bom para os passeios e para o exercício.

E então que fiz eu?

Aluguei uma bicicleta no sul da cidade e vim até metade do caminho de bicicleta. Há que referir que a minha residência fica exactamente na ponta oposta de Oslo, a norte. A outra metade fiz a pé porque era a subir. Ahahahha

Não sei quantos quilómetros fiz, só sei que embirrei que não ia gastar bilhete de autocarro e que tinha de fazer desporto e lá cheguei! Cansada mas feliz! E não morri!


ps. Só para referir que, no caminho, parei numa loja p perguntar preço de uma t-shirt normalissima, branca, com um bonequinho. Pediram-me, EM SALDOS, qualquer coisa como 299 kr, ou seja, aproximadamente 37 euros!!!!!!!!!!! Just Crazy...

Oslo Experience - day 6: o Parlamento


Hoje tivemos o nosso primeiro importante orador.

Não sei se já tinha escrita, mas as nossas lectures são sempre dadas por pessoas o mais experientes possíveis na matéria para que, de facto, tenhamos não só uma visão tórica mas também prática de cada assunto.

Pois bm, o orador deste dia foi o senhor Geir Sverre Braut, ass. Director do Norwegion Board of Health, que é uma espécia de entidade que supervisiona todas as acções de saúde da Noruega.

O tema foi "Organziation of Health and Welfare Services - Norway and Europe. Critical review of priorities" e, de facto, fiquei com uma visão muito mais clara de como é que os sistemas de saúde funcionam, os seus diferentes tipos e quais as suas diferenças.

Mas o mais interessante ainda estava para chegar!

Depois desta aula e de forma a complementá-la, fomos ao Parlamento de Oslo!!
No Parlamento, depois de fazermos a registration e todos os procedimentos como deve ser, lá estávamos nós numas das salas que o Ministros usam para debater importantissimos assuntos de Saúde Pública e para tomar decisões.

Fomos recebidos por duas das assistentes directas do Ministro da Saúde, que por acaso já tinham frequentado o mesmo curso em que estou agora e, por isso, já tinham sido alunas das minhas professoras (antevê-se futuro político, então! ahahahahhah) e que falaram de duas coisas importantissimas:

1 - os passos a dar para se quisermos levar algum projecto avante com o Ministério da Saúde, como podemos ser ouvidos, onde nos podemos dirigir, com quem podemos falar e como apresentar o projecto;

2 - os principais assuntos da Agenda Internacional de Saúde Pública, ou seja, o que está a ser debatido agorinha e porquê e que acções estão a ser tomadas.

Foi MUITO MUITO interessante. Espero que tudo continue assim porque de facto está a valer muito a pena!

E depois fui comer a um sítio barato, onde me pediram 17 euros por uma sandes e uma Coca-Cola..............

ps. Nestes dias de aulas não vou escrever tudo tudo para não vos aborrecer, só o essencial para terem uma ideia do que ando aqui a fazer, não irei colocar os discursos dos oradores nem nada disso.. ;)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vou lançar um livro!!!

Pois é.
A pedido de várias famílias... ou melhor.. por sugestão da Rita... decidi que vou escrever um livro.
Segundo esta minha querida amiga, tenho jeito para escrever e deveria colectar e compilar os meus pensamentos e histórias num livro, estilo crónicas.
Assim, decidi que o livro se chamará:

AS (dores) CRÓNICAS DA MARIA

Opiniões, sugestões? Ahn, que dizem? Bom, né? ;)
Segundo a mesma fonte, é melhor do que querer estudar Economia para ser Deputada...
Aguardem o lançamento!
Está para breve!!! (o início da escrita, claro...!)

Oslo Experience: day 5 - Akerselva River

Este domingo fui fazer uma caminhada pelo Rio Akerselva. Tive como companhia o meu meet&greet buddy (ou seja, o rapaz que me foi buscar ao buss (norueguês) quando cheguei, Peter Furuset é o nome) e mais uns quantos estudantes internacionais, entre os quais: alemães (a maior parte), chineses, franceses, filandeses e não m lembro de mais.

A caminhada (com uma guia) constou em um passeio seguindo o rio, através do jardim onde ele passa, uma vez que era essa a zona das antigas e primeiras fábricas (de 1800 a 1900 e pouco) que foram construídas em Oslo, as quais provocaram um grande desenvolvimento nesta zona e também trouxeram mais postos de trabalho.

A nossa guia era uma senhora muito engraçada, com muito bom humor e que usava óculos escuros cor de rosa choque, a combinar com o guarda-chuva com rosas cor de rosa choque. Também o cabelo era de uma tom.. laranja choque, se é que isso existe.

Foi muito muito interessante e foi bom poder exercitar-me um bocadinho, já fazia bastante falta, dizem as minhas costas, pescoço e os meus músculos (flácidos) das pernas. ahahha

Fundamentalmente, o que aprendi neste dia foi que, como em todos os países, os inícios do século XIX eram marcados pela diferença social. As fábricas abarcavam muita mão-de-obra, sobretudo homens e, dado que muitos vinham de outras regiões, foi necessário construir casas para estas pessoas em que, geralmente, num rés-do-chão com uma casa de banho, moravam tipo 17 pessoas ou assim.

Com as casas, o comércio também desenvolveu. Como não havia os transportes que há agora, era necessário haver muitas lojas de comida, costureiras, lavandarias (da altura, claro), casas para as senhoras ficarem (enquanto não arranjavam emprego ou estavam grávidas) e, claro, bares, ou melhor, tabernas porque, como sabem, o pessoal cá por estas bandas gosta da pinga... Além do mais, trabalhando desde as 6h às 20h só com uma pausa de 1 hora para almoço e recebendo muito pouco, não se trata propriamente feliz, por isso, afogavam as mágoas na bebida.

Mas já na altura havia pessoas caridosas. Algumas senhoras, gentilmente, abriam casas onde tomavam conta dos filhos das trabalhadoras que não conseguiam alimentar os filhos para um dia inteiro com 1 hora de pausa desde as 6h às 20h... Um dono de uma fábrica de doces doou também uma das suas fábricas e cedeu-a para uma espécia de "instrução" para estas crianças.. tipo escola, mas sem ser bem bem isso...

Por isso, antes deste país ser como é, também antes os menos abonados não tinham grandes direitos. Aliás, uma coisa que me marcou foi uma estátua - denominada Fabrikkjenten - de 4 trabalhadoras, que está virada precisamente para o realíssimo dificio do "Director" das fábricas, que retrata o seguinte:

- supomos que as 4 se dirigem para lá para pedir mais direitos, então
- a 1ª mostra-se determinada e lutadora, tem até a mão na anca e está de braço dado a puxar a que está ao seu lado, a 2ª
- esta 2ª mostra um ar também determinado e está de braços cruzados, com expressão pronta para o debate
- a 3ª tem um braço por cima da 2ª e a sua expressão é a de uma pessoa concordante com a situação mas mais cautelosa
- a 4ª é a mais medrosa, está a espreitar por detrás de todas as outras e tem uma mão agarrada ao braço da 3ª e está como que a dizer "isto é mesmo necessário?".

É mesmo muito interessante, pena não poder colocar aqui uma foto, tenho no telemóvel...
A única imagem que tenho em que a estátua aparece é ao longe...

Cá está:

Ah! É verdade, muito importante: o Akerselva é muito bonito porque tem cascatas e as casas de que falei, para os trabalhadores (e também para os patrões - claro que estas últimas, melhores) são de madeira, muito típicas e muito bonitas, tal e qual como nos filmes antigos.

Aqui está, deliciem-se: