quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Véspera de Feriado, que fazer?

E que tal um chá? De menta, de tília, chá chinês? Não, não bebo cafés. Pois, também acho que era proveitoso, uma saída. Pois sim, ao ar livre. E um cinema? Ná. Vamos para a disco? À quarta? Não tem piada. E um jantar com os amigos? A minha semana foi complicada, prefiro uma coisa mais intimista. Ok, e que tal na minha casa? Hmmm.. Podíamos ir para a minha. Combinado! Então, não era na tua? Ah, esqueci-me. E umas pizzas? Com vinho verde? Olha e irmos para outra cidade para um saídinha à noite? Não, não posso, estou em contenção. Alimentar? Não, de dinheiro. Ah! E se ficássemos por aqui? E a fazer o quê? Não sei. E que tal se te fosses deitar e ignorares todos os telefonemas com convites que te fizerem hoje? Boa! Isso é que é uma bela ideia! E dormir? Tu és esquisita...

Adenda ao post anterior


Em jeito de resposta aos comentários dos meus queridos leitores, aqui ficam alguns factos essenciais que vos devo dar a conhecer para melhor compreenderem a problemática:
1) a mala existe. Mas muitas vezes também fica esquecida. Outras vezes, a utilização do bolso à mala (que me aborrece por ter tantos fechos e não me venham dizer que eu devo comprar uma sem fechos que eu detesto talegos do pão), faz com que as coisas fiquem espalhadas pelo chão do carro. Outras vezes, perdem-se mesmo dentro da bendita mala e farto-me de dar voltas em casa e depois lá vou dar com elas, quase sempre por acidente.

2) os porta-chaves: sei assobiar em vários tons e semitons, com várias técnicas distintas (não é ao acaso que era ponta-de-lança veteradissíma no auge dos meus 12/14 anos - e que até me chamavam Jardel!! Mas isso é outra história, mais no sentido de que eu ficava lá à frente e não me apetecia correr muito e os outros faziam o trabalho todo e eu era só meter na baliza e ficava com os louros.. entende-se o nick dentro das 4 linhas), mas dá muito trabalho e que era de mim a assobiar pelos 4 cantos da casa, pastelarias, casa dos meninos, salas de jardins-de-Infância, automóveis, casas de banho and so on and so on, que estas coisas não escolhem sítio pra se perder, é num qualquer, mesmo.

3) cordas atadas: eu já ando com uma espécie fashion dessas coisas que são os tais porta-chaves fitas e às vezes até ponho 2 deles para serem bem visíveis dentro da mala, mas entre tantas chaves lá me esqueço de alguma e depois já coloquei todas no mesmo e não conseguia abrir nada, que as chaves escarrapachavam-se todas em cima umas das outras e 30 anos para encontrar as da caixa do correio, enfim, conflitos constantes.

4) a última vez que perdi as minhas chaves à séria (durante mais de 1 semana, portanto) fui dar com elas dentro do candeeiro do quarto. Não, não tinha bebido. Não, não sei como lá foram parar.

5) a última vez que me aconteceu uma distracção a sério ia metendo polícia e tudo porque entrei num carro que não era meu (as chaves deram, na altura era um clio sem fecho centralizado), pus as chaves na ignição, liguei, fiz a manobra pra sair do estacionamento e só qd as minhas amigas começaram a gritar que me tinham roubado uma almofada que tinho lá atrás (na altura em que eu praticava Tai-Chi), um porco (que estaria pendurado do espelho) e mais umas coisas que tais e, ainda, de ter indagado por que raio o meu carro estava com aqueles vidros duplos (aquelas pequeninos, cá em cima, para não deixar entrar a água da chuva) e cheios de autocolantes tunning é que lá a muito custo percebi que secalhar, e só secalhar, não era o meu carro.

Distraída? Ná.

Soluções? Anyone?

Questão Existencial #3

Querer sair de casa e não encontrar as chaves do carro, da casa, a carteira, o relógio e o telemóvel (que geralmente está sempre sem som, maldito sejas) é do piiiiooooor!! Haverá alguma alminha que inventará, algum dia, um GPS que detecte coisas perdidas????? Eu compro!!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Boring



The Pierces

Analisando semanticamente o conteúdo desta bela letra, uma palavra me ocorre: boring.

De um outro ponto de vista, gajas a esparramarem-se contra a parede, com trejeitos labiais no mínimo suspeitos e a esgalharem o couro do sofá enquanto se "amandam", qual mergulho sexual, queixando-se que as saídas à noite e champanhes e caviares são boring, dá um certo toque ao vídeo.
Agora, meus queridos leitores, se seguiram até ao fim, digam-me: foi pela música? Não me parece. Porque eu também não foi. Estou worried e a um bocadinho assim de me tornar bi.


Ser diferente é fácil. Aceitar a diferença é que é difícil.


Após tanto tempo longe, hoje tive, mais uma vez, essa sensação, quase certa, de que diferentes pessoas optam pela discriminação pelo mesmo motivo: ignorância.

Quem não sabe, quem não conhece, não pode aceitar.

Quem sabe, quem convive, mas não compreende, não pode aceitar. É uma característica própria do ser humano: a compreensão para a aceitação.

Mas, enquanto este processo se dá, estas crianças (com quem convivo mais de perto) vão ficando para trás daquilo que seria o ideal das suas capacidades. O melhor que poderiam dar, dentro das suas limitações. Relativas, claro, pois toda a gente as tem. Se tivessemos todos as mesmas capacidades/dificuldades, seríamos tratados todos da mesma forma. Mas não temos. Quem é facilitado, não facilita e é isto que me entristece.

Hoje, um menino autista fez-me um desenho "sem pés nem cabeça", pensei eu. Mas tentei chegar mais de perto ao que ele quereria transmitir com aquilo. Afinal, naquele momento, quem tinha limitações, era eu, que não percebi. Bastava virar desenho ao contrário e tudo fazia sentido. Um sentido que não se esperava.

Afinal, o mundo destas crianças não é complicado: nós é que o achamos complexo, por querermos passá-lo por mais simples, mais básico, quando a nós é que nos deve ser exigido ter as capacidades para compreendê-lo.

domingo, 28 de outubro de 2007

Piada Estúpida #4

TVI (escolhido aleatoriamente por se constituir enquanto um canal de televisão com informação extremamente fidedigna, oportuna e séria): "avisam-se todos os portugueses que se detectou uma falha do sistema e nenhum multiNbanco (!!) estará a funcionar ao longo do dia de hoje" e bla bla bla entrevistas de merda e o burro vais às couves...
Maria: (drama... crise... mãos na cabeça.. eminência de desmaios) NÃÃÃÃÃÃÃOOOOO000ooo! E o Colombo?? E o Fórum?? E o IKEA?? E a FNAC?? E os chapéus e sapatos e botas e livros e cd's e tudo aquilo que tanta falta me faz e de que estou carente e que tinha programado adquirir hoje por extrema 1ª necessidade????
C: Ó Maria, fui agora ali à rua e há alguns Multibancos que já funcionam (sorri, como se fosse a melhor notícia do Mundo).
Maria: ................ o quê???? ............................. (trombas)
C: Porque fazes essa cara? Não te estavas aí a queixar? Agora já não tens motivos (sorri pela 2ª vez como se fosse a 2ª melhor notícia do dia)
Maria: pois! ..................................
C: Então porque ficaste assim???
Maria: (a ebulir pelos ouvidos e a espumar pela boca): Tu és um... um.... insensível!! Um... um... irresponsável...!!! Um.. um.. um "não queres saber"!!!!!
C.: EU??????? O que é que eu fiz? Eu dei-te uma boa notícia!!!
Maria: Exacto!!! Tu não sabes sofrer!!!

sábado, 27 de outubro de 2007

Constatação #8

"Lápes", "fostes" e "hadem" são erros crassos que deviam ser punidos por lei por reflectirem a decadência do estado de literacia em que nos encontramos.
Alguém se lembra de mais alguns?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Soutiens - post só pra homens ou para mulheres que ainda acreditam

Diariamente, faço a rodada geral pelos blogs dos meus queridos aqui linkados à direita, coisas mailindas, e hoje fui deparar aqui com um assunto sotianídico que me causa espécie e à conta de tal tive de escrever qualquer coisa em que expressasse a minha dúvida existencial acerca da relação simbiótica e por vezes parasítica entre duas componentes complementares: os homens e os soutiens.
Esta relação tem uma forma dualística de existir: se por um lado homem e soutien tem das mais belas e prazeirosas relações do mundo - o homem deseja o soutien, caminho para algo mais, o soutien perante o homem certo, tende a aparecer em cena inúmeras vezes -, por outro lado, apesar deste desejo, a incompreensibilidade mútua entre um e outro é por demais evidente.
O soutien é como uma mulher com TPM: a mulher com TPM necessita de ser analisada e estudada rigorosa e metodicamente para que o homem consiga prever no comportamento imprevisível e ligeiramente erróneo, os meandros do significado dos sinais mentrualísticos, tendo em conta a sua componente behaviourista. É necessário também existir um sentimento de confiança para a conquista de uma permissão de toque e de abertura para algo mais profundamente escondido. Tal e qual como o soutien.
Por outro lado, o homem, até adquirir a sensibilidade correctamente doseada para estes assuntos tão íntimos e místicos, não será mais do que uma mera bóia em pleno oceano: lá está para marcar lugar, mas só tem sentido e função se encontrada por aquele que dela necessitar.
Quantos de vocês não sabem que a utilização do movimento de pinça para libertar o soutien e fazê-lo ceder da opressão diária a que sujeita as suas protegidas requer prática, treino, paciência, arte? Quantos de vocês conseguem ir SOZINHOS às lojas de lingerie e escolher o tamanho certo com apenas um olhar, um gesto, um 6º sentido, uma certeza? Quantos de vocês não quiseram oferecer uma lingerie e tiveram dúvidas porque não sabiam o número? E quantos de vocês sabem que os tamanhos variam entre e intra marcas, modelos, copas, funções? Quantos de vocês não sentiram o soutien a rejeitá-los, a escapar por entre os dedos no momento H, a requerer mais atenção por sentir que, incompreendido, apenas é tratado como um objecto? Meus queridos, o soutien é algo mais. O soutien é a nossa última capa, o soutien é a extensão do sentimento da nossa libido do momento, o soutien é a alma da nossa sexualidade, a liberdade de expressão dos nossos desejos.
Aconselho-vos o melhor que posso, o melhor que consigo: para os mais audazes, numa loja de lingerie, perante a dúvida crescente que vos acerca a mente e vos assola o espírito, quanto vos perguntarem o número, não há que enganar, respondam assim:

"O tamanho é mais ou menos este:"*


*situação verídica, vista com estes olhinhos que a terra há-de comer, de alguém corajoso que se afundava na diversidade Victoria Secretiniana. Um grande bem-haja, que no final tenhas merecido a tua vitória.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Constatação #7

Faz-me confusão as gajas que escrevem qualquer coisa com a profundidade de: "Hoje não posto, dói-me a cabeça" e qd dou por ela já têm 54 comentários....

Anúncio Publicitário #1

Toda a gente tem um ódio de estimação. O meu chama-se Cristiano RÓnaldo. Não é Ronaldo, é RÓnaldo, ok?
Infelizmente, o meu horário de almoço não me permite explicar porquê e isso fica para o próximo post.
Digamos que a única coisa que faria ao RÓnaldo, se me encontrasse fechada na mesma sala do que ele se resumiria a um coisa muito muito parecida com um tal anúncio publicitário.

Seria mais ou menos assim:
Mary - Então parece que tens aí um segredo que não nos queres revelar, hãn?
CRó - Qual? Os dígitos do meu cartão Gold? É o 1820.
Mary - É que não sais daqui enquanto não nos disseres quais são os dígitos do teu cartão Gold. Não queres dizer?
CRó - Queeero. É o 1820.
Mary - Hun.. Vais ver se nós não te conseguimos arrancar o número.
CRó - Não é preciso. é o 1820.
Mary - Tás armado em Chico Esperto é??? É melhor dizeres a beeeem...
CRó - Já disse, é o 1820.
Mary - Tens 30 segundos pra nos dizeres o número!!!!!
CRó - 1820.
Mary - 1 minuto e meio, vá.
CRó - 1820.
Mary - Diz qual é o número!
CRó - 1820.
Mary - Só tens mais uma oportunidade!
CRó - 1820
Mary - Já vi que não vale a pena. Olha, tás tramado. Vem lá o Zé Castelo Branco. Muahahah (riso maléfico). Zé, este gajo aqui não nos quer dizer qual é o dígito do cartão Gold.
CRó - É o 1820.
Mary - ShiuuU!
ZCB - Qual? O daquele cartão acessível de qualquer banco e que tem a conta recheada de euros?
CRó - Exacto. 1820!
Mary - Shiuu! Exactamente, aquele que tem milhões de euros correspondentes ao funcionamento de apenas 4 neurónios: o que corre, o que dribla, o que chuta e o que diz car*lh*das.
CRó - 1820!!
Mary - Aqueles euros que só têm descontos para o IRS correspondentes ao ordenado mínimo nacional de 403 euros?
CRó - 1820. É o 1820!
ZCB - Sacana... A ver se não o consigo fazer falar. Vá lá de despir a cuequinha para ser açoitado, vá menino! Uiii, que loucura.
Mary - (vómito)
ZCB - Espera, querida Mary, chamei um ajudante.
Mary - Quem é ele? Igualmente torturante, suponho.
ZCB - Sim, mas duvida dos meus importantes conhecimentos? Ó menino Cláudio Ramos, faça o favor ao seu querido Zé de o ajudar a levar ali para aquele quarto escuro pra brincarmos um bocadinho.
CRó - NÃÃÃÃÃÃÕOOOOOOOOO!

Ah! E vocês são livres de acrescentar ideias ao dito anúncio. Faxavôr.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Partida de Oslo - Parte 2: A Chegada


Maria quase morre para chegar ao autocarro que a levará ao seu destino. Mas mantém-se sempre firme nos seus botins venerados por todos aqueles que lhe põe os olhos em cima. Fez múltiplas fracturas no rádio e 14 distensões no trapézio. Mas, persistentemente, cumpriu aquilo a que se propôs: chegar intocada a Portugal.

No check-in, Maria faz a figura mais triste de sua vida para distrair a senhora colocada pelos quadros de pessoal, que ganha mais num mês do que Maria ganhará em 2 anos e 4 meses nos seus 3 empregos. A vida é injusta, pensa ela, enquanto deambula por toda uma panóplia de mentiras, a dizer que é a primeira vez que viaja sozinha e que tem muito medo e que teve de se drogar antes para conseguir pôr o pé no avião e que gosta muitos dos Noruegueses, que até tem um primo muito afastado que casou com uma senhora cujo gato era arraçado dos Bosques da Noruega e daí todas estas afinidades com a senhora, que devia ser uma excelente profissional, oxalá ela quando fosse grande conseguisse ser assim. Após ter dito tudo isto num fôlego, em que o seu diafragma escrutinado dos esforços desta manhã começou a reclamar para tentar tornar a sua voz insonora, a bela da senhora dos quadros de pessoal diz-lhe que a sua bagagem tem 3 quilos a menos do que pensava. Maria roga pragas a si mesma e diz que só volta a Noruega se pedirem muito e lhe deram 1 emprego.

Come à pressa aquilo que é a primeira comida consistente do dia (atum consistentemente embolachado numa sandes de propriedade qualquer que lhe dava um toque adocicado) e vai em maratona até ao Gate. Mas a TAP, pra variar, está atrasada...

Maria senta-se então, alheia às pessoas e reflecte. Reflecte que a vida, por vezes, é acelerada involuntariamente pela vontade de seu actor – o actor desta peça de teatro que é a vida – pra dar em rigorosamente nada.

No avião, morta de cansaço, Maria dava cabeçadas no tabuleiro da comida. À conta disso, os senhores do lado mudaram-se de assentos e a hospedeira teve de lhe encher o copo de coca-cola 3 vezes. Isto porque o café dos aviões é bem pior que o café da Antárctica.

Após muitas descoordenações linguísticas, em que Maria respondia em inglês àquilo que lhe perguntavam em português, qual imigrante luxuosa que acaba de chegar de Paris, New York, Santa Comba dos Assobios, eis que chega o momento de aterragem.

Tudo correu bem e ninguém bateu palmas, afinal esta não era uma viagem da SATA prós Açores, viagem esta que lhe trazia muito boas recordações (cof cof) e em que as pessoas tinham expressado a sua felicidade por viver através de muitos claps claps.

Durante aquela agradável viagem de autocarrinho até aos gates da bagagem – em que dá para tentar adivinhar a marca de desodorizante dos vizinhos (ou não) que tentam corajosamente esticar o braço para se apoiar enquanto Maria rosnava que deseja chegar a casa pra dormir –, Maria soube que estava em Portugal, o seu amado Portugal: as duas primeiras pessoas que viu usavam colete amarelo-fluorescente, um tinha o rêgo do cu de fora e a outra tirava macacos do nariz. E havia ainda um terceiro, que falava com sotaque (...).

Maria estava feliz: tinha chegado alive e as sandes de cá do sítio custavam menos 17 euros!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Maria e os Abutró-Teenagers.........


Se há coisa que eu gosto é de dar apoios em escolas secundárias. É do melhor!
Hoje, o meu primeiro dia de trabalho a seguir ao regresso, em horário pós-laboral e, portanto, cheia de paciência, caí de pára-quedas numa escola deste tipo. Eu bem que pedi a sala do início do corredor, mas não, os senhores são tão simpáticos que me puseram na última. E o pior é quando os senhores que mandam são, inclusivamente, o nosso pai e que nos faz fazer uma tornée à escola enquanto “filha” e não enquanto “ terapeuta”. E é vê-lo “ó não-sei-das-quantas anda cá conhecer a minha FILHAAA”. E não eram só profs, eram também os abutres dos alunos, que também queriam conhecer. Terriolas do Alentejo, em que qualquer mulher de saias e farta cabeleira tem efeitos estonteantes por onde passa. Mesmo se eu tivesse vindo com um ganda buço (coisa que infelizmente nestas ocasiões não tenho, que secalhar até dava algum jeito). E quanto mais ele dizia a palavra “filha” mais eu desejava não lhe ter saído do testículo esquerdo e de melhor humor ficava.
E eu, que sou burra burrinha que até dói, esqueci-me que com a viagem não tinha tempo de ir mudar da minha roupa mega urbana para a roupa estilo nazarena, pra não haver cá confusões, e que resultou? Mariazinha vai de maquilhagem e de decote prá bendita da escolinha secundária.
Não sei se já disse, mas a agravante disto tudo é que os meus belos 22 anos acabados de fazer, enganam. Pra menos. E eis que pois, assim sendo, deixo aqui algumas das jóias com que me presenciaram os mentecaptos dos alunos, esta tarde, enquanto chegava ao fim do corredor:
- quem é a boa?
- ó booooa!
- ih car*lho, é mesmo boa!
- dama, tens telemóvel? (eu respondia, não atrasado mental, isso ainda não chegou à minha terra, espanta-me que tenha chegado à tua, mas eu sou FILHAAAA do paizinho cá da escola….)
- posso-te conhecer? (só se fores irmão gémeo do Bill Gates)
- xéé, nem dlhe dizia o que lhe fazia (provavelmente nada…)
E outras coisas que tal, assim também de comover e de nos deixar uma lagriminha ao canto do olho, embora demasiadamente ordinár… digo, privadas e sentimentais demais para eu colocar no meu blog de 1ª classe… digo, pouco dado a essas sensibilidades e eu, sempre caladinha, porque estou na escola do PAAAAAAI (raios me partam, daaaaassssse).
Enfim, depois de ter passado por uma dúzia de alunos estúpidos e mal-cheirosos e de ainda ouvir uma das minhas “meninas” a dizer 500 vezes “éééé pussôra, tá mêmo bunita, o cabelo assim fica-lhe mêmo bêm, éééé tá memo linda, nã tá???? Tá nã tá?” e nisto virava-se prós outros neandertais e eu a desejar que ela se calasse e a tentar que a minha má disposição ficasse visível facialmente, imaginando personagens como o Freddy Krueger, o Frankenstein, a Betty (do Jósééé Castêêêlo Brââncuuu), invejando-lhe as aparências, mas nada… No maldito fim do corredor, lá estava o senhor meu pai, de ideias brilhantes (…….), facto este que emudeceu as hostes que, finalmente, nos confins do seu raciocínio a carvão e cérebro de época jurássico-medieval lá compreenderam, através de uma associação de ideias nível I.
Raios me partaaaaaaam…………..!!!

domingo, 21 de outubro de 2007

Para verificar se a psicologia invertida funciona....

... não comentem este post!

E pronto!


Lá vou eu passar a 1ª noite na minha casinha!

Sinto que entrei para o "Survivor"... Medo... muito medo...!! ;)

Piada Estúpida #3

De volta ao Alentejo...:
Maria: Zé! Ó Zé!
Zé: (continua sem responder)
Nuno: Ele nã te ouve. Tá de "foines" (vulgo, fones)
Maria: Ah! Parece triste.
Nuno: Nã!
Maria: Ele é muito reservado.
Nuno: Como um quarto de hotel?
Maria: ....

sábado, 20 de outubro de 2007

Carta (semi)Aberta

Tenho utilizado este blog para escrever parvoíces, pensamentos, desabafos e experiências boas.

Hoje senti necessidade de escrever algo mais sério. Preciso.

Por vezes surgem dificuldades que não queremos, que não escolhemos, que não previmos, que não podemos resolver, que não podemos remediar. Sou uma optimista, luto sempre por uma solução. Mas há coisas que nem a boa vontade nem uma força maior ultrapassam.

Desde que cheguei que a minha vida tem sido um novelo de acontecimentos. Se uns são bons, outros nem por isso.

Infelizmente, por motivos de força maior, hoje mudei-me para a minha casa. Poderia ser óptimo se ela estivesse pronta, mas não está. Tem menos do que o mínimo do indispensável e eu estou sem vontade, sem tempo e sem financiamento para grandes arranjos.

O reverso da medalha de nos “quererem bem” é prenderam-nos, sufocarem-nos, quererem que verguemos perante a sua vontade, aquela que acham que é a correcta, segundo pontos de vista de terceiros que, inevitavelmente, caminham para uma direcção oposta daquilo que desejo. Eu sou uma pessoa muito convicta daquilo que penso que é certo para mim e daquilo que quero.

As minhas viagens têm tido sempre como principal objectivo o crescimento. Esses objectivos são entendidos de outra forma pelas pessoas que não gostaríamos que assim acontecesse. Essas pessoas querem limitar-nos porque acham que de outra forma iremos para longe, não regressaremos. Eu estou a ir para longe e sem caminho de volta, mesmo sem sair do meu lugar. E não porque queira, mas porque essa volta torna-se cada vez mais difícil de desbravar e os nossos braços ficam cansados e os nossos olhos deixam de alcançar o outro lado. Outras tantas intempéries quebram a terra e transformam aquilo que era plano em duas ilhas diferentes e, por força das marés, cada vez mais distantes. E por mais que tentemos chegar lá, há sempre o mar, que nos devolve onde devemos pertencer.

Estou cansada. Estou cansada de lutar pelo irremediável. Os meus braços já se cansaram há tempo. As minhas pernas já não me deixam ir. A minha cabeça já não quer pensar e o meu coração já partiu desse lugar. E será, não melhor assim, mas o mais correcto.

Não tive oportunidade de contar as boas coisas que vivi em Oslo, porque ninguém – daqueles a que este post se refere – perguntou. Como posso partilhar o futuro com pessoas que não estão interessadas em quem verdadeiramente sou?

Entendam isto como um desabafo. Que precisava.

Sim, estou muito triste. Mas sim, continuarei sempre a lutar pelo que acredito. E é essa a paixão que me faz mover montanhas e continuar a viver a minha vida com tranquilidade, porque sou fiel a mim própria. E assim continuarei.

E para que isto não se torne um post deprimée, assim em jeito de piada, deixo aqui uma petição de materiais para a casa. Pode ser qualquer coisa, porque o meu ponto de partida é: 4 paredes, um namorado maravilhoso, a belíssima companhia de um gato chamado Simão e, certamente, imensas situações cómico-trágicas pra contar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Partida de Oslo Parte 1 - a Malfadada


Mariazinha quer sair de Oslo e voltar para casa. Mas parece que a cidade está determinada a não deixar.
Após uma sagaz luta com a mala, que a balança companheira de todas estas últimas horas em terras distantes, indicava mais 10 kg que o desejado, lá vai ela caminho dos Correios, passo ágil, como quem deseja o pensamento a teleporte para a estação mais próxima. Pelo caminho ficaram as cartas que deveria ter enviado e que a obrigaram a percorrer o mesmo caminho 4 vezes.
No correio a senhora estava empenhada a não a chamar, pois cada vez que ia carregar no botão vermelho da mudança de número, por um qualquer intencional acaso, o inveterado do telefone tocava. E pois que a senhora atendia. E geralmente eram casos de situações de vida ou morte, pois a dita continuava agarrada ao telefone por tempos infinitos.
Despachados 10kg de livros, companheiros fiéis de todas as horas, especialmente aquelas da véspera dos exames, Maria pensou "já só me falta:
- entregar o modem
- empacotar tudo o que preciso
- deixar as chaves num sítio estratégico
- conseguir fazer o caminho com 3 malas e 1 computador, sem morrer
- conseguir dissimular-se por entre os kg a mais no check-in
- avião.

Entregar o modem parecia tarefa fácil para a nossa Maria. Isso pensava ela na sua inocência jovial e optimista. Mas quando os headquarters da dita companhia se encontram sedeadas onde Judas-perdeu-as-botas, nada é fácil. Maria esqueceu-se do mapa. Mas tem uma boa memória. Pôde contar com a ajuda do Denzel Washington, que em Oslo é motorista de autocarros...
Maria chegou ao seu destino. Fizeram-na percorrer corredores para entregar a merda do modem. Finalmente, lá estava ele, o prestador de serviços que, apesar de esta ali em part-time, ganhava 6 vezes mais do que ela, com 3 empregos. Ela pensou "é já mesmo este que me fica com raios-parta-o-modem (Noddy!!)". Mas não. O homem pediu-lhe 2 meses de pagamentos. Maria já tinha pago. Mas não eram esses 2 meses, eram os meses que levavam a desactivar a conta e ela, teoricamente, deveria ter informado que iria partir há 2 meses atrás. Mandou-o levar no cu prá estrada. Mas ela não percebeu. Não falava português. Não havia dinheiro. O cartão de débito não funcionava. O cartão de crédito também não. O cartão Gold.. a Maria não tinha cartão Gold... Maria sai com a promessa de que pagaria em Portugal. Maria ainda vai pensar no assunto.
A tarefa de colocar tudo dentro da mala exigiu saltos mortais, piruetas e encarpados. As chaves teimavam em desaparecer e Maria amaldiçoava tudo o que era norueguês, lembrando-se inclusivamente do 1º dia em que tinha percorrido Oslo à procura de uma esfregona , produto inexistente no país.
Maria colocou as malas estrategicamente para tentar, perigosamente, a sua derradeira subida até ao autocarro. O seu olhar percorre o caminho escarpado e mortífero.
Atrás de si, as 3 malas, o computador e uma vontade imensa de verborrear uma calculada quantidade de asneiras em todas as língua que conhece, a aguardavam...

(to be continued...)

Entusiasmo pelo Conhecimento

- Hey, mana, hoje fui àquela exposição de Lisboa, a dos corpos.
- Ai sim? E gostaste?
- Ya, eram assim gajos todos fatiados e assim a modo que saídos da fiambreira - responde com a maior das indiferenças e como se tivesse ido ali à esquina e voltasse - E eram todos bué de baixinhos e com a pila pequena. Deviam ser chineses.
Os jovens, os jovens.

Confesso que quando aqui cheguei não estava à espera de ler tantos desejos de boa viagem. Ainda a quente e com saudades do que deixei e daquilo que tenho cá agora, mas que ainda me estou a (re)adaptar aos poucos, depois de ter lido os vossos comentários confesso que fiquei emocionada e uma lagriminha teimosa saiu.
A vocês, que me leram e que, com a vossa companhia, de certa forma, quase me fizeram esquecer que estava longe nestes últimos meses, o meu Obrigado.
Estou feliz por voltar a casa. E tenho muitas aventuras para contar acerca do regresso, que logo mais escreverei aqui.
Mas, nos entretantos, deixo-vos aqui a melodia que me acompanhou o espírito e o regresso a casa.

Feist - 1234

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Da Noruega e dos Noruegueses


E assim parto.
Foi muito bom enquanto durou.

Na memória levo muitas recordações, de muitas pessoas, de muitos lugares, de muitas horas passadas, de muitos passeios, de muitos sorrisos.
Hoje, ao deixar a Universidade não pude evitar. Evitar pensar que seria a última vez. E a partir daí as coisas transformaram-se. Reparei em pequenos pormenores em que não tinha reparado antes. Como o pátio principal é harmonioso, como as ruas são largas, como as folhas têm nesta altura tonalidades tão belas. Reparei nas pessoas, no sabor a multicultura e achei tudo maravilhoso. Até de ouvir a língua vou ter saudades.
Vou ter saudades dos passeios de bicicleta, das caminhadas, dos bosques, dos jardins, dos cafés com cacaus maravilhosos. Aquelas tardes em que simplesmente ia e não pensava em mais nada. O real pareceu sempre tão distante.
Vou ter saudades dos cabelos loiros e dos olhos azuis a que já me tinha habituado. Vou ter saudades da maneira diferente de levar a vida, do encanto e da simplicidade.
Por duas ou três vezes quis escrever acerca da frieza dos noruegueses, sobretudo dos rapazes. A minha querida amiga Stina tinha teorias: não falam quando as pessoas são confiantes, não falam no dia a seguir a terem estado numa festa ctg em que o grupo riu toda a noite, porque já não estão sob o efeito desinibidor do álcool. Achei estranho, quis fazer piada disso.
Mas no último dia, as coisas mudaram. Percebi que eles só precisam de tempo. Percebi que nós temos de dar tempo. A eles e a nós próprios. Percebi que, afinal, sorriem da mesma maneira. E é agradável.
Percebi que vou sentir a falta de muitas coisas, inclusive as tardes de Domingo na casa de colegas a fazer os malfadados projectos. Que vou ter saudades das características diferentes que nunca nos limitaram, sempre nos definiram.
Tenho pena de não ter partilhado mais tempo com estes últimos colegas. De não ter sabido mais sobre o Nepal, de não ter aprendido a dizer mais palavras em chinês, de não ter passado mais tardes em alemão e holandês, de não ter rido mais em tom de dinamarquês. De poder estar cá se eles precisassem de alguém que já tivesse passado meses pelo mesmo curso em que eles estarão agora.
Meti-me no eléctrico e arranjei 1000 desculpas de coisas que tinha de fazer para continuar a percorrer a cidade. Vislumbrei Oslo de dia até ao anoitecer.
Quis vir a pé. No caminho para casa, os sons pareceram-me diferentes e os cheiros mais intensos. Senti-me mais em casa. Senti que Oslo me acolheu de braços abertos e me deu mais do que aquilo que eu poderia ter imaginado. E não consegui contar algumas lágrimas que teimarem em cair.
Com isto, apercebi-me que a minha vida está cheia de pessoas de outros lugares, de outras nacionalidades, de outras formas de pensar, tão diferentes e tão fascinantes. Senti saudades de uma outra família que deixei no Brasil, tive vontade de ir ter com amigos da Bósnia que trago no coração, quis voltar cá sem ainda ter partido, senti a incerteza de saber se os voltaria a ver algum dia.
Tomei consciência que aprendi a gostar de cada um e que, apesar a distância, a minha memória não os irá apagar. Que, de alguma forma, me tocaram. Que cresci, nem que fosse um bocadinho, com cada um deles. Que ainda relembro frases, sonhos e ideais.
Soube que a minha vida se tornou plena de repente e eu nem dei conta...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A Heidi, a cabra e as montanhas

Após ter conseguido enfiar tudo nas belas das malas e, tendo a conta que aqui estão -6ºC e em Portugal, sei lá, devem estar 26ºC uma imagem assalta-me constantemente a memória... a Heidi!!
E perguntam vocês: ó Maria, a Heidiiiiii???????

...

Vá, perguntem!!!
(coro: Ó Maria, a Heidiiiii???????)
Muito bem.

Agora eu respondo: sim, a Heidi.
Para quem nunca viu os episódios da famigerada Heidi - parida e rejeitada, abandonada pela própria tia, que a pôs na casa de um qualquer avô rebarbado, que por sua vez a põe a dormir num celeiro e tem como melhores amigos um tal de Pedro, na flor da adolescência, um cão que cada vez que se mexe parece que vai ter um enfarte e uma cabra - e para quem não está a perceber a ligação, pois aqui deixo o Episódio 1, capítulo 2, aquilo que me assombra a memória e enegrece o espírito. E porquê????
Isso agora, têm de atentar exaustivamente no início da Heidi. Tadinha da Heidi, a subir aquela montanha. Se repararem a Heidi está.. o quê? Digam lá?
Goooorda. Baloooofa.
Não!!! Não pensem que é assim que eu estou. Estou em Oslo, os vegetais são venerados..
É porque a Heidi esconde um segredo...
Epah, não!!! Não está prenha!!!!
Pôssa... olhem, vejam especificamente o que acontece no minuto 1:00 (a contar do início. Ou minuto 10:00, que esta porcaria parece que está a fazer no decrescente...). Precisamente aí. Que vêem?



Já está??
Boa. Agora já têm uma ideia de como vai ser a minha chegada ao Aeroporto de Lisboa....

ps. eu até gosto da Heidi
ps2. eu até gosto da cabra da Heidi. E da cabra.
ps3. não, ainda não adquiri. As ps3 continuam caras. E eu tenho mais que fazer.
ps4. "Pedro el Cabrero?????". Já estou a imaginar a Heidi no futuro.. Duas palavras: Red Street.

Alerta (im)bebível em Oslo


Pois. Parece que estamos todos proibidos de beber águinha del cano aqui por Oslo... Só do Luso, que é como quem diz...
O alerta foi dado esta manhã... vírus na água... hospital... febres, vómitos diarreias e todas essas coisinhas agradáveis.
Eu, como gosto muito de perguntar (e às vezes mais valia estar calada), questionei acerca das razões da existência do tal vírus maléfico... Mais valia não ter perguntado!
Pois, meus queridos leitores, fiquem a saber como eu fiquei também esclarecida que há certas zonas da cidade em que ... bem, os tubos "sanitários" ficam juntinhos, juntinhos, aconchegadinhos aos tubos de água "bebível"... e de vez em quando... um rompe-se ... E pronto, é daí que vêm os vírus! Porque a água fica com outras propriedades... se é que me estão a entender. Fica uma grande merda. Literalmente.
Estão a ver a minha cara, não estão?
Conseguiram destruir todas as minhas ilusões sobre Oslo no meu último dia aqui...

Piada Estúpida #2

Berit: This is my son.
Filho da Berit: hade!
Eu: Ohhhh, tão giro.. Tão pequenino e já fala Norueguês!
(.......)

eu sei eu sei.. é fraquinha...

Mariazinha e as Asneiras


Na rua, norueguesa ao telemóvel:
- Fodásse. Fodásse på gate!
(F***sse pró gato? Ná...)

No bus:

- Uma criatura à minha frente levava um cartão ao peito a dizer COW.
Eu, que sou muito observadora, fui a olhar o caminho todo prá bela da menina até perceber o que ela estava a fazer: a contar as pessoas que entravam no autocarro (trabalho típico de trabalhador-estudante, por cá.)
Portanto, as COW's contam pessoas. Qual vaqueiro que toma conta do gado.
Mas depois a dúvida instaurou-se-me: entrou outra menina que tinha um cartão a dizer COWi.
Portanto, concluí que uma era a COW-mestre e a outra era a COW-aprendiz e por isso o "i", pq era mais pequenina..

Hoje, num trabalho de grupo (sim, que isto aqui é espremer até ao fim...) no bar:
- colega chinês (do Y-á, lembram-se?) a falar com família: Cona cona? Cona! Cona... Cona....
Nem perguntei o que significava...

No bar da escola, a pagar uma sandes (de legumes.......):
- Fachávu, caraiu.
(Faxávor, car****???)
- Ok, ok, não se enerve!!

Isto... enfim....

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Elááá!! Cheguei aqui e tinha 7 pessoas online! É um feito. Quem gosta deste blog diga "Eu"!
LOL

Harry Potter e as Traduções Manhosas

Eu sei que isto provavelmente não deve interessar a muita gente.
Mas eu tenho mesmo de dizer isto.
Harry Potter original:


Vamos por partes. Deathly. Hallows. Meaning: obscuro, sombras, trevas, morte, "uuuuhh que medo".

Dá pra compreender, certo?







Tradução pra Português, Portugal e Brasil:

1. Relíquias da Morte - faz-me lembrar a minha avó e aquelas jóias antigas de que ela tem tanto orgulho e que mais parecem bibelot's mas a gente diz que sim, que sim, que são muito bonitos e de muito valor e sim, claro que me podes deixar na herança que o senhor da ourivesaria vai gostar muito e a minha carteira também e ela fica contente por esta última parte é só pra pensar, não é pra dizer.
2. Talismãs da Morte - talismãs?? Isso não é suposto ser pra dar sorte? Já tou a ver o Harry Potter, esse grande maluco, "ai atão eu vou morrer? ai pah que sorte!!!! que giiiiro. Ó Ron tu não queres experimentar também? Ai mas que afortunados que somos, assim a ganharmos talismãs de morte à paposseco! Isto é melhor que o Euromilhões". E isto tudo dito em British English que é uma maravilha..
NÃÃÃÃÕOOOO00oo! Parem! E melhor: podia lembrar-me de mais uns quantos títulos assassinados da sua essência e âmago profundo mas tinha de pensar e agora não dá, porque neste momento tenho 40kg de coisas a encherem-me o juízo (%$&#$#&%$) ...
Resumindo:
Porque é que temos sempre que estragar tudo??
E depois admiram-se que as pessoas queiram mostrar a sua... hun.. indignação.. acerca da.. hm.. falta que os jovens têm em.. aa... cultivar-se... literariamente.


Pronto... era isto que tinha pra dizer.

Relativamente ao exame:


Yupiiiii!

('',)







Assim uma pequenina nota acerca da situação (isto depois de ter lido os comentários abaixo e de ter reflectido por breves instantes):

perante o contexto "4 calhamaços, 1 exame oral, em inglês e estudo 1,5 dias de véspera, sendo que o 0,5 foi na própria manhã", não duvido em momento algum que isto foi obra de uma qualquer inexplicável corrente de energia gerada por vocês que por aqui passaram e deixaram comments no post relativo ao dito. É a única razão que explica terem-se saído apenas as perguntas em que sabia as respostas.

Questão Existencial #2

Digamos que tinha 35kg de coisas pra levar pra Portugal. Logo, tive de ir comprar outra mala: uma para levar 20kg, outra pra levar 15kg. Até aqui.... ok.
Agora: É possível que neste momento uma delas pese 20kg e outra....20kg aussi?????*
Ahhhhh! Mas o que é que se passa aqui???
E como é que eu vou carregada com 40 kg+computador+eu própria até ao autocarro??
Soluções? Anyone??
E devo acrescentar que, aqui, andar 3 minutos de taxi são 25 euros.. Por isso o que for sugerir isso, por favor, lembre-se a priori que o aeroporto fica a 30 km...
Tou farta fartinha disto!!!
(desespero)

* já excluindo o peso das malas, claro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Contatação #3

O homem da minha vida é fofo. O homem da minha vida sabe muitas piadas. O homem da minha vida tem muita experiência. O homem da minha vida sabe a minisaia que vai bem com um blusa mais vanguardista, digamos. O homem da minha vida percebe de moda. O homem da minha vida gosta de ir às compras. O homem da minha vida sabe maquilhar-me. O homem da minha vida gosta do verdade ou consequência. O homem da minha vida é extremamente delicado. O homem da minha vida ajuda-me a escolher cuecas. O homem da minha vida faz noites de pijama (com ou sem pijama). O homem da minha vida leva-me a ver a noite e passa o dia inteiro em casa, qual fada do lar. O homem da minha vida percebe de champôos. O homem da minha vida sabe a última colecção da Victoria Secret. O homem da minha vida consegue manter a postura mesmo que eu lhe dê uns saltos altos para calçar. O homem da minha vida, ainda assim, tem pila. O homem da minha vida é transsexual.

(Perdoem-me. Digamos que é o meu pequenino momento de devaneio antes de saber a nota do exame - que é daqui a umas horinhas, que eles aqui são eficientes, eficieeentes - e de puxar fogo a metade da tralha que aqui tenho pra levar. AAAAAAAhhhhh! Vou mas é comprar outra mala, já volto!)

Questão Existencial #1

Shit...
Como é que faço 35 kg caberem numa mala de 20 kg?
Oh-oh...

Love Today (e amanhã choras...)


Mika

Aaaaaahhhhh!!! Bora lá que mal ou bem já está feito!!!
Agora imaginem-me aos pulos no quarto a dar-lhe nos falsetes e a "amandar" livros e papéis ao ar, qual musicvideo!
Vamuxim embora pessoal, que se tiver chumbado é pra chorar amanhããããããã!!!!
Uh- UUU!!!!
Y - ááá!

Obrigada ao pessoal que deixou mensagens de apoio e incentivo aí em baixo, as quais foram muito importantes pois motivação é coisa que falta qd há tanto coisa pra fazer* (ou inventar) quando temos de dar cabeçadas nos livros... Bah!

* inclusivamente ler os updated blogs das pessoas que aqui me escreveram. Amo-vos! Coisas málindas!

domingo, 14 de outubro de 2007

Piada Estúpida #1

(diálogo com a consciência):

- MARIA ALEXANDRA,
como é que tu podes estar a 16 horas do teu exame e ainda não teres lido metade da matéria?????????????????????????
- Mas eu... mas eu... tenho tanto blog pra ler...!
- Isso não são desculpas!
- São pois... É que não tenho televisão. Logo necessito de gastar mais horas para receber o mesmo estímulo visual... Não tenho culpa! Não fui eu quem inventou as cargas eléctricas e as sinapses...

Constatação #2

Eu sou uma pessoas extremamente incoerente, estranha e inconstante:

depois de ter visto 500 vídeos acerca da chacina a animais e de ter decidido peremptoriamente em me tornar vegetariana, dei por mim a pensar que a primeira coisa que vou fazer quando chegar a Portugal é ir ao Burger King comer um Whopper...

sábado, 13 de outubro de 2007

GlasMagasinet
[Oslo, 2007]

Muitas vezes a vida toma uma nova proporção.
De longe, vemos aquilo que não conseguimos vislumbrar de perto.
Hoje estou especialmente triste. Não sei se é só porque tenho Saudades ou se porque quando voltar provavelmente já tenho outra viagem à espera. Também pode ser um pouco porque o Tempo aqui está a terminar e esta jornada, como todas as outras, serviu para descobrir mais um pouco dos outros e mais um bocado de mim.
A vida cresce e nós com ela.
As coisas mudam mesmo connosco longe e é difícil assistir só de longe a isso ou, por outro lado, não ter perto de nós todas as pessoas com quem queremos partilhar os risos e as lágrimas, os passeios e as conversas, os dias e as noites.
Sinto que volto desenquadrada, que o tempo que passou lá foi diferente de aqui, como se me encontrasse em Marte a olhar para a Terra. Uma astronauta é aquilo que sou. De vez em quando deixou Houston e nunca se sabe se os caminhos espaciais que depois surgem, inevitavelmente, me levarão para Júpiter ou far beyond.
Sinto-me cada vez mais longe, mesmo sabendo que vou voltar daqui a dias. No entanto, sinto-me mais perto de outra coisa qualquer que, tendencialmente, tenho tendência a perseguir, qual caminhante de Santiago de Compostela, em que a única coisa que precisa é de fé e de sonhos. Nada mais.
Apercebo-me de que as palavras de todos os dias já não chegam, são vazias. Faltam os olhares, os gestos e os sorrisos. Faltam-me os encontros de alma, os passeios de mimos, os carinhos de chocolate ao final de tarde.
Falta-me a proximidade e o aconchego.
Falta um novo espaço e um novo tempo, mesmo sabendo que regresso precisamente ao que deixei, embora diferente.
Tenho Saudades, sim. Muitas. Mesmo sabendo que, voluntariamente, irei optar novamente pela distância, se ela de facto surgir quando é suposto que o faça.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Constatação #1

É oficial: estou CARENTE e SENSÍVEL.
E não é sensível de "ai que fofo, tão kido, vou chorar". É sensível de "dasss, porra pah, m****, #%&", etc e tal.
E não é carente "ai dá-me atenção". É carente no sentido em que:
a) numa aula um dos meus colegas tocou-me no braço sem querer e eu pensei "Assédio Sexual!!!!!"
b) no autobus vi um tipo dar um beijo, um bjinho, vá, na cara da respectiva e pensei "Atentado ao Pudor!!!!!"

Estou bichinho...
Mr. Respectivo, prometo que quando chegar a Portugal rapo o cabelo e interno-me numa clínica de reabilitação, tá? Don't worry!



De cachecol e a gritar: Vivó Portugal!!


Ok ok ok ok.
Tenho sido muito cabr.. digo crítica com Portugal.
Mas porquê? A Psicologia invertida é uma coisa estranha. Eu falo porque eu AMO o Portugal. Porque tenho saudades e porque já nem posso ver os Noruegueses. Detesto países desenvolvidos.
Agora, eu crítico porquê 2? Porque (2) tenho uns contactos no Governo que me permitem ter a certeza, mas é que é de certezinha que o nosso querido Zé Sócrates está a ler o meu blog, que ele gosta muito e, de vez em quando até me telefona e diz assim "oh, Maria, que a menina é muito bem apanhada, não quer vir pra Deputada?, o sentido de humor é pré-requisito, por isso era sucesso garantido!" e eu digo "Não, Zézinho, deixa lá, é que tenho tanto que fazer que nem sei. E depois como poderia ter tempo pra ler as revistas que nos imbuem de cultura, tipo aquelas com o Cristiano Ronaldo e a "Méche" na capa? Não, não, eu gosto muito de ganhar pouco e ter a qualidade de vida que tenho", "Ohh que pena (beicinho), mas continuarei a ler o seu blog", "Pois com certeza!". E ficamos assim. E assim ele pode ler e melhorar o país.
E agora porquê 3? Porque os Noruegueses metem-me nervos e no próximo post explico porquê que agora já tou atrasada para ir ter mais uma horrível experiência num outro Hospital.
Aliás, vocês podem perceber o meu descontentamento em estar aqui pelo simples facto de ter ido pintar o cabelo de escuro (chocolate, faxavôr), quando ele começou a ficar russo de cá estar há tanto tempo (perceberam a piada, russo de cá estar? de loiro? e de farto? sim, perceberam? ah, mas que coisas mailindas!).
Eu amo o nosso país à beira mar plantado e gosto é dos portugueses. E elas são bem mais giras, já dizia o Marco Paulo "ah morena, ai morenita, que cada dia que passa ficas mais bonita" e o Papa que as portuguesas "são lindas, morenitas e pequenitas com as sardinhitas".
Saudades do meu Portugal...
Tá quase, tá quase quase.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Hey There Delilah


Plain White Ts

[letra: para Ti. música: c/ saudade]


Algumas Observacões*...

1 - Hoje, após ter ido visitar o Hospital cá do sítio, ou um dos, que só por acaso é o maior da Escandinávia, ali mesmo atrás da minha casa, e não obstante as minhas esperancas expressas nos comentários da homenagem ao SNS [2 posts mais abaixo] e vontade de agir para a mudanca pra um futuro melhor, após ter visto o funcionamento do dito hospital e de ter sido informada de como o resto da rede pública funciona, fiquei com vontade de fazer não apenas mais uma, mas mais 5 ou 6 homenagens ao SNS Português.. ou 20 ou 30 ou 159...

2 - As uvas cá não têm carocos, por isso, como vêem, a qualidade de vida daqui é extremamente melhor só com este indicador.

3 - Chove não a potes, mas a barrotes, e ainda assim o pessoal às 7 da manhã diz-me: "ah, não, vamos caminhar até à escola, que é mais saudável". Pois com certeza, claro que sim, então vamos lá que isto deve ser comós ciganos: quanto mais expostos à disease, mais anticorpos criam e menos doencas apanham. E agora tive um estranho pensamento de vivências campestres e de banhos de 23 em 23 dias, dependendo da área geográfica, claro...

4 - Qual Renault Clio e Toyota Corolla qual quê!, que aqui o veículo mais usado é o Mercedes C4 1.9 TDI. Vulgares...

5 - O negócio das bicicletas deve render mais que vender peixe no Algarve. Estimo uma média de 4 bicicletas por pessoa, que será pois a mesma taxa de telemóveis por português..

*[e desculpem lá a falta de C de cedilha, mas aqui o pessoal não usa cá dessas coisas. A moda do momento é mais: ø æ å µ ö, que até na escrita são mais avancados.. C de cedilha... pfffff....)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Resposta a Desafio Xarope-Pá-Tosse

Robene, cá está a resposta ao teu desafio:

"Mosquitoes also transmit dengue fever (an estimated 50 million cases per year) (WHO, 2002a), yellow fever, filariasis, and Japanese encephalitis, while various other arthopods spread trypanosomiasis, leishmaniaisis, onchocerciasis (river blindness), and plague, to name but a few diseases."

No mínimo interessante, não?

Pág. 61 deste livro. O que tem cara de ter mais de 61 páginas, entenda-se.

Passo o desafio a:
- Ervilhas Albinas
- Beijo na Boca
- Kitsch Boulevard
- Há Dias!
- Overwhelmed by Life

Agora minhas meninas e meus meninos, podem apoderar-se do primeiro livro à mão, abrir pág. 161 (se nao tiver tantas páginas agarrem outro) e copiar a quinta frase completa. Depois: passar a mais 5 blogs.

Homenagem ao SNS*

Ora pois vámeláver queu hoje tenho uma coisa muito importante a dizer.
Tenho uma homenagem a fazer: aos Serviços de Saúde do nosso país.
Após ter pensado em tão mui nobre assunto, abordarei as mais diversas situações que me farão conjecturar acerca da possibilidade das respectivas entidades patronais não estarem, efectivamente, a dar a melhor recompensa à respectiva força laboral que coabita em tão diversos e variados serviços.
Assim sendo, descrevo as seguintes situações, dignas de prémio:

1 - Centro de Saúde, o meu irmão, 10 anos, 2 braços partidos, um deles marreco em três sítios, 3 horas de espera (que isto não era nada, que ele era um rapaz muito calmo e provavelmente nessa altura já se metia "nela", como toda a sua geração, por isso as dores não deviam existir). Resultado: "er.... teremos de enviá-lo para Hospital Distrital, pois não temos o técnico dos Raio-X disponível, foi a casa... almoçar.. não sabemos de nada.. mas claro que tinhamos de ver se ele aparecia, mas secalhar 3 horas já é um bocadinho prós senhores e pó menino, não?"

2 - Centro de Saúde, eu, 15 anos, a vomitar as tripas há 4 dias, verde, desnutrida, em pijama e sapatos vela (importante, pra verem mesmo a gravidade da coisa), sem luz no olhar mas a vê-la lá ao fundinho..., 2,5 horas de espera. Resultado: "ora menina, então tá boa? ah, pois não deve estar. Mas diga-me cá, tenho de lhe fazer uma pergunta, assim séria, cá entre nós, pode estar grávida?".. Vomitei-lhe a gastroentrite pra cima sem mais demoras nem delongas.

3 - Hospital Distrital, eu, suspeitas de pancreatite (morte certa), ambulância, bombeiros, carta urgente na mão, 4,5 horas de fila. Resultado: passou-me tudo na sala de espera e vim-me embora.. E que tal nova matrícula na Univ. Nova de Lisboa??

4 - Consultório pediátrico privado, 80 euros cada consulta só para um "continue a fazer da mesma maneira", meu irmão, 5 anos, a levar vacinas prá asma desde que nasceu, enquanto dormia (olhos não vêem, mente não sabe), médico com ar de deboche pró miúdo "eh eh eh.. ó meu amigo.. então.. mas que grande aldrabãozinho.."(referindo-se ao facto do puto não saber das vacinas). Resultado: puto - "eu?? ai eu é que sou aldrabão e a minha mãe cada vez que cá vem, deixa aqui a carteira??", mãe - "err.. ai doutor, que não sabemos o que havemos de dizer aos miúdos para não lhe comprarmos mais brinquedos...", pai - roxo, azul, verde, a soterrar-se num buraquinho.

5 - Hospital Distrital, eu, ontem, a querer saber quando a licença de pós-graduação acaba, 27 minutos ao telefone. Resultado: 439 passagens de chamada depois e uma bela de uma conta telefónica, atendem-me na última extensão e dizem-me assim "ai que cá cõõmigo, era logo assim, ou comes essa merda, ou tiro-te a péissetaxióne (vulgo, Playstation), percebestesss? ná, quisto ná á aqui pão pa malucos era o que mais faltava, estou sim Hospital (Tal) boa tardeee?? Ah isso? Ah tem de apresentar ao serviço dia X". Neste caso, X = 1 dia antes do meu avião aterrar em Lisboa...

Por estas a outras razões aqui deixo um prémio por tão nobres serviços prestados à Humanidade, que servem para destronar qualquer hipotético pensamento acerca de uma possível ineficácia cientificamente comprovada, uma vez que é desta forma que Portugal ascenderá do rank 28 do Índice Europeu de Desenvolvimento Humano e, quiçá, num futuro próximo, ultrapassará este pequeno país onde me encontro, Noruega, que se situa em rank 1, mas que é totalmente incompreensível, uma vez que, comparativamente a Portugal, aqui nada funciona.

Tomem lá um prémio:

E, não, não! Não precisam de agradecer, que foi de boa vontade!

* pra quem não sabe, Serviço Nacional de Saúde.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Curiosidades....

Lembram-se dos cowboys do Faroeste?? Lembram-se do grito de guerra deles qd acoçavam o cavalo pra ir chacinar uns índios (que lá os deuses deles, ou as cores do vento, ou os fumos com sinais lhe tenham a alma em descanso, amén ou whatever)?? Lembram-se, então, que era um famoso "Y-hááá!!!!", certo? Estou enganada? Não pois não?
Vá, agora todos juntos: "Y- HÁÁÁÁ!". Muito bem!!
Pois fiquem vocês a saber que "Y-hááá" é como se diz "Olá" em Chinês (Madarim?ok OK!!!)... Ainda vou pensar numa teoria pra isto.. Mas primeiro ainda vou perguntar ao meu colega Nepalês de como se diz "Olá" lá na terra dele.. pode ser que seja surpreendida again...
Isto de estar em turmas internacionais é o que dá..
Todos os dias é a p*** da loucura...!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Milagre na Luz.

Nuno Gomes marca 2 golos em 90 minutos. Seguidos. Os minutos.
Já era tempo, não, pikeno???

Uma Aventura no Bolso de Mourinho
by Bloco de Notas Ambar


Olá. O meu nome é Ambar. Sou o bloco de notas do Sr. José Mourinho.
Tudo começou em Setúbal.
Estava eu numa vitrine de uma papelaria, a dormitar ao sol, quando me senti ser agarrado pela Dona Berta, a vendedora da papelaria.
Fui comprado com um Visa Mastercard por um senhor, cujo nome ainda não sabia. No início não estava muito feliz porque ouvi-o dizer "Muito bom dia. Ora eu quero um bloco de notas, não é preciso ser nenhum em especial, desde que seja preto, feio e discreto, está a perceber? Nada mais. Pois, é este? Ai sim? Então Tá bem. Quanto é? Então adeus e obrigado" e um bloco ao ser apelidado de "feio" tem logo vontade de ser "inútil" e de se deixar estar onde estava à espera de alguém mais simpático que me desse uma bela utilidade. Mal eu sabia..
Assim que comprado fui deixado em cima da mesa da sala de estar. Mas foi só até começar o futebol na SportTV..
Levei logo com uma assinatura no rabo, que é como fazem às ovelhas, para se saber bem quem é o dono. Os apontamentos ferviam com desenhos de rectângulos e bolas e ângulos e riscos.. depois comecei a perceber que eram jogadas.
Sr. Mourinho, passado pouco tempo, recebeu um telefonema: "Quem? O Benfica? E quanto? Então tá bem. Sim, amanhã. Tá bem. Então adeus". E depois um comentário "ehehehhe.. isto agora é que se vai tornar especial" e foram os tempos mais negros da minha vida. Ele eram asneiras escritas, cálculos de extractos bancários e dívidas que o Sr. M. resolvia com um telefonema "Ou me pagam ou saio já" e pronto.. Mas a jogada um dia saiu-lhe pó torto, porque nessa altura o Benfica estava em crescendo e portanto não podia despender assim dos seus milhões para pagar ao um "jovem treinador". E levei com um The End na tola.
Fui esquecido numa gaveta, mas foi por pouco tempo. A primeira coisa que lá foi rabiscada foi FCP. Pensei que fosse alguma abreviatura de alguma das asneiras que Mourinho pensava ao ver os últimos jogos do SLB (por exemplo: F***-se, car****, pah!!"), mas não, era mesmo o que vocês pensaram à segunda.
E o meu trabalho de escravatura começou. O Sr. M fazia questão de andar sempre comigo no bolso, apontava o número de passes nos jogos, os nomes dos melhores para a recompensa e dos melhores para levaram com meia dúzia de insultos nas trombas. Aquilo tornou-se descontrolado. Ele começou a apontar tudo: começou a escrever pormenores da vida dos jogadores, com traduções psicológicas à frente (para saber perfeitamente com os oprim.. incentivar), os discursos de balneário, o número de jogadores que tinha a pila em proporção inversa ao talento (isto suponho eu, porque uma vez num jogo um dos avançados fez uma bosta de jogada e ele escreveu o seguinte em frente ao seu nome - mas que grande car****), as horas a que a mulher chegava a casa, a soma das contas do supermercado, as vezes que os filhos diziam asneiras e respectivos castigos (a mulher tb devia dizer muitas porque ele escrevia muitas vezes "respectiva - hoje há tau-tau"), os aumentos que pedia diariamente e tudo quanto era relacionado com resultados de jogo.
Depois começou a fazer previsões pró tempo ("isto hoje vai tar uma merd*. Merd* dos tempos de desconto. Ai, filho de um grandessíssimo, então não tinhas tempo de passar a bola...??", "Ah! Já era tempo do jogo acabar") e quando ia a clubes o número de minutos que as senhoras levavam pra tirar o soutien, as despesas de Ibrahimovitch, que "bem que poderia ser contratado por mim" etc etc.
Com isto, um dia vi escrita a frase "que se f***, vou pra Inglaterra" e lá me vi metido numa mala, para ser retirado de novo para registar o número de engates que os jogadores tinham e a relação proporcional ao rendimento e resultados dos jogos. Também tive de aprender inglês e hoje sou um expert. Vejam lá: "ball possession"(posse de bola), "run like masks" (corre como o caraças), "out of game" (fora de jogo)", "go-you fuck, pussy of the mother" (vai-te f****, c*** da mãe), "mark goal" (marca golo), "I'm the special one" (eu sou o especial). Bom, né?
Depois as contas complicaram-se, com equações e euros e taxas de juro do BPI. O gajo queria sempre mais e mais.
Até que um dia não aguentou mais e eu soube primeiro que toda a gente o que se ia passar "I'm going to fire this fuckin' club". E foi assim que José Mourinho regressou a Portugal, após ter deixado a Inglaterra na miséria e o Ibrahimovitch estatelado no chão, depois de se ter arrojado agarrado à sua perna a pedir-lhe que não fosse, que não fizesse isso, que o Chelsea não podia ser despedido, assim, depois de tantas noites de paixão naquele estádio de futebol.
Mas o Mourinho quis voltar.
E quis voltar porquê? Porque sim. Porque agora quer contratar outro clube.
E porquê naquela noite e àquela hora? Porque sim. Porque soube que estava a haver uma qualquer entrevista na SIC, não percebi muito bem qual, mas ele queria acabar com aquilo pra bem do país porque escreveu em mim qualquer coisa como "Tou farto de ouvir merdas". E pronto, foi assim que eu regressei a Portugal, no bolso de Joseph.

Nota: devido às questões de algumas pessoas (ai, que tenho de explicar tudo!) , a questão da existência do bloco é verdadeira. Tudo o resto é pura especulação, qq semelhança com a realidade é pura coincidência.

Nota2: ainda devido à confusão de algumas pessoas (possa, ó Luis!) a entrevista a que me refiro é a do Sô Tôr Santana Lopes..

domingo, 7 de outubro de 2007

Walk Away


Kelly Clarkson
Não sei... Hoje acordei com esta na cabeça...

O que fazer quando...

... as colegas de grupo decidem fazer-te passar todo o domingo a acabar um trabalho e já estás a dar cabeçadas nas paredes???


sábado, 6 de outubro de 2007

+ 1 Aniversário Que Passa...

Melancólica.

Acordo de manhã e, pela primeira vez em tantos dias, penso "estou em Oslo...". E sou atingida por um espectro de sentimentos... Não sei se feliz, se triste saio de casa com a sensação de que a vida adulta chegou depressa.

Recordo as tardes passadas com os amigos na rua, o nariz vermelho de queimado pelo sol e ansiávamos sempre mais.. sempre mais uma tentativa de ganhar ao berlinde, sempre mais uma gargalhada a tentar trepar a árvore de um qualquer sítio onde estávamos proibidos de ir por ser longe de casa, sempre mais uma anedota que tínhamos ouvido contar ao primo mais velho, sempre mais uma turra porque a nossa mais fiel amiga não nos oferecia aquele boneco de que gostávamos tanto. A vida era pequenina e tão grande. Com a descoberta de um grilo cantor por entre as ervas do quintal enchíamos o mundo dos nossos sorrisos e a alma das nossas canções.

Tenho saudades.

Tenho saudades de quando me balançava no parque, trauteando músicas naquele que era o meu inglês aos 6 anos e imaginando o que queria ser quando fosse grande.

Pois sou "grande" agora. E o que fiz até agora, falta fazer ainda mais.

As responsabilidades chegaram com as novas descobertas. A vida abriu-se em tons de arco-íris e cheiro a manhã de primavera e canções das ondas do mar.

Respiro fundo o ar, que me enche os pulmões e me entorpece a alma. Hoje não há preocupações, não há deveres, só há espaço para mim, para me sentir eu própria.

Porque o passeio, esse, não tem palavras. Tudo o que fora verde até há 3 semanas está agora em tons de Outono.

Mas o imenso continua lá, com a beleza espelhada em cada raio de sol.

E o sorriso, esse, continua em tudo aquilo que sou...

[Fotos aqui.]

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

+ 1 Aniversário

Pois é, é mais um ano que passa...

Desta vez, passa comigo em Oslo.

Nestas alturas há sempre tendência para a introspecção, para o que caminhámos até aqui. Eu gosto mais de imaginar o que está para vir.

Por partes, é assim:

O Antes - Foi bom. Foi uma longa viagem por tudo aquilo que me trouxe até aqui. Foram as brincadeiras com os amiguinhos de infância, a entrada para a escola, a idade dos porquês, o secundário e a necessidade de afirmação, a adolescência - idade das descobertas, angústias, indecisões, a tentativa de compreensão para com os pais - esses seres que nos querem bem, mas que, por vezes, é necessário fazer um grande esforço para entender os pontos de vista e as ideias e ideais geracionais, a faculdade, os amigos esquecidos, os novos amigos que se ganharam, as festas, o estudo, a entrada na maioridade, na idade adulta, os cortes e as pinturas loiras, pretas, ruivas no cabelo, o primeiro carro, o emprego, o segundo carro, a casa, o namorado para a vida, as viagens pela busca do saber (Brasil, Sarajevo, Noruega.. e quem sabe.. hmm.. fica pra depois!)

O Agora - As mudanças, as escolhas, as novas decisões, os projectos. O novo corte e cor de cabelo. Oslo enquanto a cidade impulsionadora de muita coisa boa. Os estudos, a nova etapa no trabalho, as indecisões embora mais certas. Estudante internacional. Novas partilhas, novas experiências. As maravilhosas visitas, as despedidas, as saudades. As tardes em sítios magníficos, em cafés esplêndidos, os excessos nas compras de sapatos, casacos e afins,... O Mestrado.

O Depois - Quem sabe se o que me vai na cabeça pode dar certo? Mas gosto de pensar cá pra mim que só podem acontecer coisas boas.

Este ano, o aniversário será diferente. Não só porque o passarei num dos mais belos parques do Mundo, somente na minha companhia, mas porque, ao invés de ter as pessoas que desejaria presentes, apenas as tenho no meu pensamento, sob a forma de um Sorriso e no meu coração, sob a forma de Saudade.

A todos os que por aqui passaram neste dia, obrigada por lerem o blog, que tem sido a minha pequenina janela para o mundo desde que cá estou.

4 de Outubro

Há coisa de dois dias andava eu a passear aqui pelos blogs e parei num post dos 7 Black Cats. E não tive palavras. Fiquei extremamente triste e revoltada para o resto do dia e + alguns...

Para este dia, só tenho algo muito simples e sincero a desejar: Respeito pelos Animais. Não obstante a espécie, a raça, o habitat, a cor, as necessidades especiais...

Assim tal e qual como deveria ser pela espécie humana.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Luscious Life


Patrick Watson

Pedido de Ajuda: aqui, por favor.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

The Way Home

[by Maria, 2007]

Questão Existencial (o título é só pra ver se vocês lêem..lol)

Este texto foi realizado a pedido da minha Coordenadora de Curso (LOL), acerca de um tal de um seu relógio que, após 9 anos, ressuscitou. Como eu hoje estava muito virada para a política aqui vai:

Eis aqui uma questão digna de uma breve ou média reflexão, para uma exposição mais alargada, no sentido de esclarecer tão importante ponto, essencial para a compreensão da espécie humana, de acordo com o contexto temporal em que toda esta dramática situação ocorre. Bem, dramática se calhar é um adjectivo muito pouco explícito. Vamos antes denominá-la de um possível reflexo da sociedade e das comunidades aí existentes.

Apresento de seguida tão importante questão: o que faria... ai, que isto é tão difícil para mim... exige preparação. Proponho 30 segundos de introspecção: ..........................................................................................................................................................................................................................................................................................

(30 segundos depois)

Ok: O que faria um relógio, que não funcionava há 9 anos, voltar a trabalhar? ???

(Pedi-vos aquele momento de preparação porque não tenho a certeza se chegaram a esta linha depois da pergunta. Corro sério risco de que vocês já nem estejam a ler agora. A questão não é o relógio, é o tempo. Que é mais profunda, portanto.)

Pois bem, analisemos os factos.

Voltemos ao ano de 1998.

O que se passou daí para cá que tivesse feito o relógio não ter mais vontade de dar aos ponteiros?? Pergunta difícil, dada a interferência da quantidade de... más experiências.

Vamos ver os acontecimentos:

1 – A EXPO 98: O Gil, com aquela fronha azul, enjoada, permanentemente enjoada.. e a popa??? Aquela franja à Elvis já não se usava...

2 – O Governo usa o dinheiro para comprar um submarino. Lógico. Ora se estivéssemos numa guerra é claro que nos podíamos defender. Ou afundar... E os estádios de futebol?? Já sei, podiam enchê-los de água e pôr lá o submarino. Sempre lhe dão mais utilidade...

3 – A Rosa Mota em 3 corridas faz melhor figura do que Portugal em todo o Euro 2004. E ainda por cima o Figo, na altura, disse que se reformava. Um rude golpe, porque não o fez e os nossos corações sofreram por isso.

4 – O Cristiano Ronaldo, além de ter um belo nome, passa a ganhar tanto como os varredores de rua na Noruega. É para verem o estado em que isto anda..

5 – O Sr. Barroso torna-se 1º Ministro. E depois foi para representante na EU. Ora é difícil lidar com isto. Na minha terra dir-se-ia “passar de cavalo pra burro”.

6 – O Santana torna-se qq coisa da Cultura... Não consegui fixar porque ele não teve lá muito tempo, que nós gostamos de muita estabilidade.

7 – O Sócrates.. é boa pessoa! (cala-te boca senão ainda és exonerada da TF*...)

8 – OTA...

9 – D. Afonso Henriques era espanhol (quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos???)

10 – O Sebastião ainda não regressou para nos salvar.

Aqui estão 10 boas razões para que o pobre do relógio quisesse dar um tempo... Coisa a que só a sua raça tem privilégio!

Mas como não poderia ele voltar a dar aos ponteiros com o tremendo acontecimento da passada semana que fez parar o país e as coisas boas que por cá ocorrem como as greves, os processos de justiça, o desemprego, o abandono escolar... Um acontecimento que mudou o rumo de toda a história e que foi foco de qualquer canal de televisão. Sim, é o que estão a pensar: a chegada de Mourinho ao Aeroporto de Lisboa!!!! Portugal parou. E o raio do relógio acordou.


* para quem desconhece: Terapia da Fala

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Como sou uma consumista compulsiva e inveterada, hoje fui à Baixa comprar sapatos (depois de ter feito 44.358 juras a como não gastava mais dinheiro) e acabei por comprar uma máquina fotográfica digital... Coerente. O aniversário (next 5th October) é motivo para cometer qualquer pecado...
É uma Nikon CoolPix S200 e é minha!!
E só não comprei mais cara porque tive medo de passar fome devido a quaisquer outros excessos tresloucados e repentinos... Ainda há que salvar algum dinheiro para a próxima estroinice...
Enfim...
Cá está:

Da Janela

[by Maria, 2007]

Graças a alguém que também é fan, ontem descobri que estudo (blhiek!) muito melhor ao som dos 50, 60, jazz...
Aqui ficam 3 pérolas para quem quiser experimentar.
Aceito opiniões e, já agora, sugestões!