segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ele tem uma mota

Ela não pede mais que isso.
[bahahahaha]

sábado, 28 de junho de 2008

Gostava que o Amor...

... soasse a isto.


Anyone Else But You - Ellen Page&Michael Cera
Juno

sexta-feira, 27 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Lula e o SalsaGuy

Há muitos muiiiiitos anos tinha eu dois amigos. (oh, Maria, só dois???) Não, não é nada disso, vocês percebam!! Tinha dois amigos os quais vão fazer parte desta pequena exposição escrita.
Conheci-os no Verão, quando não tinha mais nada que fazer e queria ir passar o Verão a Lisboa e lá me inscrevi num curso de Espanhol intensivo (que me tem servido de muito, diga-se...).
Ela era a Rita Lula e ele era o Pedro que dançava Salsa.
Ela era vegetariana, activista, colorida, muito magrinha, cheia de pensamentos rectos e pronto acabou-se, era como ela dizia.
Ele era betinho, magro mas bem constituído, usava sapatos-vela sem meia, camisa para dentro das calças, gel no cabelo, com a franja espetada e dançava salsa.
Ela não podia com ele. Ele não gostava que ela implicasse tanto.
Como eu ainda tinha de passar o rio de barco (Maria, querias ir a nado??) e aquela porcaria começava às 8 da manha, escusado será dizer que era a primeira a chegar e tinha de levar com os maus humores da Lula e do Salsa, que era os segundos a chegar (sempre ao mesmo tempo, não sei como...) e quando se viam ela até lhe saltava faíscas eu juro que ele devia pensar "é melhor hoje não me pôr ao pé dela e estar caladinho".
Isto é uma espécie de registo de lembrança que quero deixar escrita aqui pra sempre porque jamais me esquecerei a manhã em que:
- Lula estás bem disposta hoje?
- Como poderia estar ctg aqui?
- Meninos.. - dizia eu.
- Tanta agressividade. Ainda podíamos ser amigos.
- Não, tu gostas de touros de morte. És nojento e eu cuspia-te pra cima.
- Anda cá que eu te ensino a dançar salsa. Pá-pá-pá e vira!
- Ahhhhh larga-meeeee!
- Então, ainda não comeste os vegetais hoje?
- Meninos... - dizia eu.
- Meu grande cabrão, estúpido e mentalmente poluído, vai com essa tua mente vazia pra bem longe.
- Rita.. - dizia eu.
- Parvalhona convencida, pensas que com essa arrogância vais chegar a algum lado? Estou a dar-te uma oportunidade de te redimires prá vida e aprenderes a fazer amigos multiraças, ó Nazi!
- Pedro... - dizia eu.
Montes de nomes e duas chapadas na cara.
A última vez que soube deles, a Rita estava em Veterinária em Espanha. O Pedro estava em Medicina na República Checa.
Ela continua activista, ele adoptou o estilo "Numanumaíê".
Ela foi para Vet. porque dizia que era uma futura ajuda para o tratar.
Ele foi pra Medic. porque dizia que ela precisava era de comprimidos.
Foi um Verão daqueles e no fundo no fundo só tenho pena que o destino não se tivesse encarregado de os colocar na mesma terra. Ainda saía dali uma coisa muito bonita. Ou não.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Diziam eles que é tudo uma questão de creme

"Tu não deixas que ninguém te esfregue as costas!". E estava dado o mote.
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Isto de falar em conferência é do caneco, sobretudo quando as pessoas não são boas da cabeça e estão longe e carentes e são amigos de infância.
"Anda cá que eu te esfrego as costaaas!!!" foi um como que dizer "ai que eu estou tão mal e tanto tempo longe de casa e carente e já estou a alucinar com coisas estranhas e mais australianas e não sei quê".
Pois no final de não sei quantas horas de discussão, a conclusão foi a seguinte: importante importante é o creme. O creme não pode ser dos chineses, LIDL ou Pingo Doce, tem de ser da BodyShop e personalizado, com matéria prima q.b.
À partida, não se partilha o creme com qualquer pessoa.
Agora, a nuance é que nós, mulheres, só queremos ter um e exclusivamente só um creme pra partilhar. O Tal, o The One, que é só aquele e acabou-se porque nós queremos que seja.
Os homens têm vários cremes de reserva, que experimentam e ora-bem-não lá podem sacar da verdadeira e abstracta emulsão, isto com o tempo, claro.
Enfim, o que é certo é que é por isso que a quantidade de creme nem sempre resulta e isto uns querem por um e outros querem pôr outro e é por isso que, nos entretantos, lá vou esfregando as minhas costas sozinha.
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(está explicado e agora, Pedro e João, vou pôr os comments só pra bloggers registados e se tiverem alguma coisa que dizer queixem-se à minha mãe)
. para os mais distraídos: não estamos a falar de cremes.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

No Verão...

Ar puro, liberdade, alegria.
Paixões desmedidas, passeios de mota, piadas parvas.
Amigos, viagens, praia.
Piscina, sorrisos idiotas do outro lado do jardim.
Jantares, festas, a MÚSICA.
Os encontros casuais, os encontros planeados, os encontros porque sim.
Ser surpreendido por alguém que conhecemos, por alguém que acabámos de conhecer.
Novas amizades, novas perspectivas, novos rumos.
Dançar ao luar até o sol aparecer.
Esplanadas, casacos no after hours, andar descalços na areia.
De mãos dadas, de abraços desejados, de beijos com ternura.
Aventura, um Verão como nunca tiveram, como nunca pensaram, como nunca esperaram que fosse.
É tudo aquilo que (vos) desejo!
E se o Coração voasse... o Mundo estaria nas nossas Mãos...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Elogio ao Amor

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
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Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
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Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
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Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
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O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
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O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
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O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
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O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
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E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso

sábado, 14 de junho de 2008

Não, Med, claro que não! ...

"Giro, inteligente, perspicaz, honesto, sincero, trabalhador, sexy, divertido, culto, interessado, carinhoso, maduro, bom na cama... é pedir muito??????"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

sábado, 7 de junho de 2008

Medusasss e Maria, em versão Emo:

Facto: uma folha cai da árvore.
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Med e Maria com olhos tristes.
Maria:
esta folha, que outrora já transbordou vida, dá por finda a sua irradiação de luz neste mundo, deslizando por entre as pétalas do vento, até ao seu derradeiro fim.
Med:
asss arveres somos nózes.
Mais tarde, Med:
somos umas espancadeiras.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Às vezes,

a capacidade de pensar
afecta-me
a capacidade de raciocínio.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

StillNess of Heart #3

É só isso que preciso.
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Sem se's nem porquê's. Sem esperas nem compassos.
Detesto a tua indecisão, as tuas respostas "nem eu sei". Detesto ser só eu a fazer as perguntas. Detesto não (quereres) ter respostas.
GOSTAR. Não é gostar de estar. São diferentes. Somos diferentes.
Não existem coisas "sem expectativas" ou "sem objectivos". Até o "não ter objectivos" é ter um já definido...
A entrega (re)quer reciprocidade.
Sem isso, guardas o que não tens pra dar. E não és tu que segues, sou mesmo eu.
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É só isso (que preciso).

StillNess of Heart #2

To find my way
Get out of the dark
And get into your heart

segunda-feira, 2 de junho de 2008

StillNess of Heart


Lenny Kravitz - I'll Be Waiting

Não consigo encontrar as palavras certas...
Amo.
Com o coração.
E é essa capacidade que faz alguns de nós diferentes do resto.

. "O céu é igual , aqui ou na Irlanda" .