sábado, 30 de agosto de 2008

Ratas*

Ali no MSN, em conversa com a minha amiga Medusasss, indagava-me porque certos rapazes continuavam a utilizar clichés e aquelas frases "que-não-daria-logo-pra-ver-que-o-que-eu-quero-é-coiso-e-tal" bem ao género "preciso de me reunir urgentemente contigo pra aulas de linguagem pq tirei o mesmo curso que tu, nos mesmos anos, mas não percebo nada". Right...
E, perguntava também se necessitaria de colocar uma placa a dizer "não sou rapariga de sexo casual, adeslarguem-meeeee!" na testa.
A Med diz que os homens, mesmo sabendo que NÃO, gostam de testar limites.
Pois eu aqui exerço o meu direito à liberdade de expressão:
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1. eu NÃO QUERO ser TESTADA!!!!
2. eu NÃO SOU uma RATA DE LABORATÓRIO!!!!!
3. eu sou uma RATA LIVRE e, by the way, ABSTINENTE!!!!!!!!!!
4. por isso, ACABEM com os testes, a resposta é NÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!!
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Fiz-me entender?
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* este título fez-vos ler, foi? É para saberem o quanto custa sermos TESTADOS!!!!!! AAAaaargh!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ah sim, que eu assim é que moooorro de amores...

Quando me diz:
- Gosto taaanto de ti. Sim, gosto. Claro que gosto. Muito. Verdadeee!
(Passados 2 minutos...):
Ar melodramático, levanta-se do sofá, mão na testa, cara de sofrimento:
- Nããããoooo, tu tens razããão, isto é um errooooooo! De repente, as coisas deixaram de fazer sentido pra miiiiim!!!! Vou-me embora.
E dirige-se para a porta.
Eu, claro que continuo a fazer zapping.
Regressa com cara de "atão não vens atrás de mim?".
Eu pergunto "Estás bem? Ou é preciso chamar o INEM?".
Responde, confuso:
- Proooonto! Acabou-se a angúúústia! Eu FICO!!!!
Ah, não ficas não...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Associação de Ideias #6

Ora há muito tempo que não fazíamos isto.
Recordados das regras? Eu escrevo uma palavra e vocês escrevem a primeira que vos vem à mente. É sempre interessante!!
Dado os acontecimentos das últimas semanas, a palavra de ordem é:
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Abstinência!!
Escrevam, escrevam!!

Et voilá!

Às 18h já não estarão cá os móveis da sala!
Let the redecoration begins!!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

The Marvelous Weekend!!!


Quando a Maria decide juntar pessoas que não se conhecem de lado nenhum e fazer um jantar na casa de outra pessoa que não na dela, assim porque sim, não pode dar boa coisa. No bom sentido, claro.

Aparte o regresso dos pertences directamente da casa do ex que, após juras de amizade eterna e irmandades, decide que ah e tal não tenho tempo porque vou sair mas depois lá está o carro no mesmo sítio passado meia hora, tudo o resto foi... BRUTAL!!!

Assim resumidamente, tendo em conta o grau de álcool e outras substâncias, aqui ficam algumas tiras pra relembrar:

1. Fala-se de cabelos. O amigo careca diz: "Vamos falar de cabelos, é?"

2. Fala-se de.. sexo (coisa que levámos os restantes 2 dias a dissertar...) e o amigo dos Passos diz: "fui à fármácia e disse: quero uma caixa de 24 preservativos e vaselina", respondem: "a vaselina é para..", ao que ele diz "sim, é para..". Senhora da farmácia, 40 anos: "Ahhhh! Então tenho aqui uma coisa milagrosa, do melhor, KY, nem se nota a entrar, já pôs e já está!". Pronto, usámos as inicias KY pra tudo o resto da noite...

3. Maria, com alta bezana "agora vou discursar como se estivesse na tv a ler um ecoponto!" "quê??" "tele...teleponto!"...

4. Maria, alta... enfim.. coiso. Amigo que cedeu a casa: "Ah e tal, Maria, secalhar vou pra Tunísia". Os que lá estavam sabem o quanto riram de eu, em alta curtição da minha onda, olhar pra ele como quem diz "este tipo deve ser tolo" e responder "Oh!!!!" com ar de sim senhor, deves estar parvo, ó pra mim a curtir e sem querer saber de Tunísias.

5. Maria, vais a dormir? Não... Não durmas!!! Olha este bairro tão bonito (assemelhava-se ao casal ventoso)......

6. Eu estou com a moca mas não estou parvaaaaaa!!!!!

7. os Passos!! os Passos sempre presentes!!!!

8. Estás a soprar-me ao ouvido??? Olhar nº 45. Resta dizer que já soprava havia uns bons 10 minutos.

9. Maria, tu é que me vais arranjar uma namorada. Ok!, digo eu. Passei o resto da noite a olhar para as miúdas até que me apercebi que havia uma boa probabilidade de 4 delas já pensarem que eu era lésbica.

10. Tens de ter paciência... blablabla.. Tens de ter paciência.

Sei lá, havia tantas. Achei melhor pôr só o Top 10.

À Leila*,ao David C., ao Sérgio, ao David, ao Diogo, ao Vasco, ao Calisto, à Rita e ao Quim (que também lá apareceram), o meu MUITO OBRIGADA!! Que estas noites se repitam muitas vezes!!!!!

Aos que lá não estiveram, muita pena! Quem sabe numa próxima!
*aos que lá estiveram e se lembram de mais tiras, façam o favor de colocar nos comentários!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ai que eu agora sou fiel aos Passos!

(post introdutório com objectivo de contextualizar algumas das ocorrências do BRUTAL fim de semana vivido em Lisboa, não a sós, não a dois, nem a três, mas a muitos. Para a malta perceber melhor)
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Ora digamos que dadas algumas eventualidades do último mês, aliadas aos tão melodramaticamente falados “desgostos de amor”, e uma frase de um grande amigo (“Mary, eu tenho um problema, são as MULHERES!!!!!”) eis que me decido a entrar num plano mais holístico do Eu e mais espiritual da coisa. Eu decido entrar nos 12 passos dos A.A.
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Nem esta sigla significa o que estão a pensar, nem eu tenho problemas de bebida (ainda). Ou com a bebida. Aliás, não tenho problemas nenhuns… Enfim. Chamar-lhe-emos simplesmente Anónimos Anónimos (A.A.). Esta... hm… este grupo de, no início, apenas uma pessoa (moi même) tem como objectivo despertar-nos para a viagem que é conhecermo-nos a nós mesmos para nos fortalecermos e podermos encontrar outras pessoas quando já estamos fortes e merdas assim e é tudo muito bonito, mas meus senhores.. há que saber lidar com ela. A Abstinência. A Abstinência tem um papel preponderante no conhecimento do Eu. E, posteriormente, do Tu. E do Nós também. Eu sei que isto parece mau e traumático e martirizante, mas não. É uma questão de.. força de vontade.
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Esta.. hm.. doutrina tem como base uma adaptação daquilo que são os 12 passos já existentes.
Ora vamos lá ver.
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1 - Admitimos que éramos impotentes perante.. as mulheres (e vice-versa), que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2 - Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade. – Pode ser auto-controle, mão amiga, indiferença, confusão temporária de identidade sexual, bloqueio emocional, qualquer coisa.
3 - Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus (e da Maria. Maria, a Reflexiva), na forma em que O (A) concebíamos (e cuidadinho aqui!).
4 - Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. (A parte do destemido, meu deus, que adrenalinaaaaaaa, não estão a sentir?)
5 - Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano (chamado Maria), a natureza exacta de nossas falhas – após extensiva reflexão e interpretação da Maria, a Intérprete.
6 - Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus (e a Maria!) removesse todos esses defeitos de carácter – após analisados e discutidos, que isto não é cá ditadura. Cada um fica com os que quer. A não ser que a Maria decida que não, Maria, a Decisiva.
7 - Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições. E para a Maria não é preciso rogar, é só mesmo preciso contactar directamente ou via MSN/Sms.
8 - Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados. E árvores genealógicas e cronogramas e mapas e gráficos de correlação e não sei quê e se forem assim tantos escolhem-se dois ou três e pronto, já está.
9 - Fizemos reparações directas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem. Pois.
10 - Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente (e a Maria dizia “Olarilas, assim é que é!”). Sim, que isto é coisa que nunca mais acaba.
11 - Procuramos através da prece e da meditação (e da Abstinência – pode ser até 31 de Dezembro. Passagem de Ano ui ui – e dos conselhos da Maria, Maria, a Conselheira), melhorar nosso contacto consciente com Deus (e com a Maria), na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade. Muita força.
12 - Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos (e à Maria), procuramos transmitir esta mensagem aos mulherengos (e você-versa) e praticar estes princípios em todas as nossas actividades, pra ver se lá arranjamos alguém decente e … hm.. durável.
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Sigam-me como muitos já o fazem e serão todos salvos-alvos-alvos*.

*E, aqui, recordo-me sempre de a minha querida mãe me dizer “Maria, tu não podes salvá-los a todos”. Tá bem, mãe.

domingo, 24 de agosto de 2008

Quando me dizem

que no dia 25 de Agosto o David Fonseca vai actuar na Bidoeira em Cima, eu passo-me e fico maluca e vou a correr a comprar um bilhete.
E acaba assim.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Já o outro dizia

que o primeiro impulso é sempre o mais justo, o mais verdadeiro.
Infelizmente, poucas vezes podemos ceder-lhe, sob penalização de a outra pessoa não estar a agir tão honestamente como nós...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

POR FAVOR

Vão aqui.

À minha tia
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Nunca é fácil. A vida dá muitas voltas, queremos dar tudo o que podemos, para aquilo que seria um bem maior. Nem sempre as coisas correm bem, nem sempre a vida anda devagar o suficiente para remediarmos tudo. Mas há sempre coisas brilhantes que podemos recordar, seja onde for. Essas nunca se precipitam no nada. Tudo o que nos resta deixar são recordações. Essas estarão bem presentes. E é a única coisa que, no final de contas, sabemos que vale. Porque nunca é fácil dizer Adeus.
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Ao meu primo
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Nunca é tarde demais para nos tornarmos Homens. De resto, sabes que podemos dar-te tudo.

sábado, 16 de agosto de 2008

[texto retirado por ser extremamente estúpido. A conclusão era: o Amor une, sim. Quando tudo acaba, os outros.]

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Hoje comprei um caderno.

Daqueles simples, de capa preta.
A primeira página diz assim:

E pronto.


The Kooks

And I always thought
I would end up with you
Eventually
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Ainda bem que não.

domingo, 10 de agosto de 2008

All We Are


One Republic
A caminho do Algarve, deixo-vos esta letra, porque se ouve quando não se deve, quando não se quer e quando não se poderia.

(E depois, como diria um grande amigo meu, vou ali cortar os pulsos e já volto)

domingo, 3 de agosto de 2008

Eventualmente


Acabo a pensar que acreditamos no Amor Eterno porque não queremos acreditar na Solidão.
Procuramos, deixamos de procurar, achamos que fomos encontrados, nós, que estavamos perdidos...
Olhar nos olhos do outro e ver tudo o que sempre quisemos. Agradecemos a sorte que temos, fazemos promessas e juras de amor que durarão para sempre. Eventualmente.
Passeios de mãos dadas no parque, velas num jantar e viagens até ao outro lado do Mundo.
Somos intocáveis, o Tu e o Eu, que seremos Nós. Havendo nós... caminharemos ao lado um do outro, sem ter de chegar a casa e não termos ninguém à espera, teremos sempre um ombro amigo, um conselho a seguir, alguém que puxa o barco por nós quando os nossos braços ficam cansados e queremos deixar repousar a nossa cabeça e enxugar as lágrimas de algo que passará. Que passaremos. Juntos. Eventualmente.
E depois, vem um dia em que vislumbramos que aquele olhar, que nos fez estremecer o corpo, que trouxe as borboletas e nos aqueceu a alma... está destinado a outra qualquer alma gémea, perdida, que procura aquilo que nós já achámos. Eventualmente.
Todos os "para sempre" reduzem-se até ao "houve um dia" e, depois, ao "a partir de hoje". Ficamos Nós, os Eu's, sozinhos com os nossos (des)encantos, acreditanto que não foi para sempre porque o para sempre vem (para) sempre a seguir.
E a verdade é que aquele olhar que pensamos que, naquele segundo, mudou as nossas vidas, de facto, fê-lo.
Nunca nada será igual e viveremos sempre com os "para sempre", preferindo sempre o Amor (des)Eterno à Solidão, acreditando que existe e que, um dia, ele dará connosco.

Eventualmente.

sábado, 2 de agosto de 2008

Estilo Minimalista


Quem entra na minha casa, compreende perfeitamente em que fase da vida me encontro, sem ser preciso tirar curso de psicologia.
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Continuo sem móveis que não aqueles que, dentro da subcategoria dos essenciais, são os indispensáveis,... ou vice-versa... como vos fizer mais sentido.
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É verdade que uma casa é aquela história do "livro em branco", "páginas a escrever todos os dias", bla bla bla, mas... é que já me fazia falta assim a modos que uma secretária no escritório. Ou uma mesa de cabeceira. Ou até uma cómoda...
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Mas, depois (e sempre), penso pra mim própria que não, não pode ser ainda agora, que o dinheiro disso será para outra coisa - sempre para outra coisa - e que a verdade é que.. não sei bem qual será o futuro (isto dentro das incertezas consideradas razoáveis). Parece que estou sempre à espera de, a qualquer momento, pegar na mala e ir embora, porque surgiu qualquer coisa.
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Levo a vida aos "de repentes", porque sim, de repente, pode mudar tudo. Procuro uma estabilidade fictícia, porque é uma "estabilidade-até-isto-poder-dar-outra-volta".
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Por isso tenho a mala sempre pronta a fazer, continuo sem móveis na casa e, pra colmatar espaços em branco, desenho girafas gigantes na parede do corredor...