segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ainda o Peter Pan

Voltando ao assunto do post anterior, a minha mãe tem uma coisa adorada pelo rapaz, não por nenhum motivo em especial, mas porque simplesmente acha que eu tenho tendência de só me entreter com gente que não diz duas frases seguidas, pelintras e mal vestidos.
Assim sendo, veio a minha casa(!) e perguntou:
.
- Então filha, encontraste o rapaz?
- (desapercebida) Qual rapaz?
- Maria, não te faças de parva, eu sou tua mãe, eu sei! O Peter Pan.
- Ah, esse...
- Continua bonito, não continua?
- Não sei, não lhe vi os olhos por causa da franja (da dele e da minha, indiferente). Está igual, vá.
- Oh, ele sempre foi bonito.
- Eu não disse nada disso! E, mãe, ele é simplesmente detestável. (A minha mãe irrita-me ao ponto de me tornar mentirosa)
- Tu sempre tiveste uma queda prós ignorantes e desgraçados...
- Ele é elitista!!!
- É agora..! Porque dizes isso?
- Porque (ar dramático) ele foi meu par no baile de finalistas de 12º ano e NEM CONTOU À MÃE!!!! Teve VERGONHA!!!! AAaaaaH!
- Não digas disparates, isso é porque o rapaz é envergonhado. A Drª X (mãe do moço), apesar de ter brasão à porta, não é nada dessas coisas. E ele é muito educado.
- Não discuto mais ctg. E deixa-me só dizer que se o viste no cabeleireiro, ele deve ter ido só dizer olá porque continua com o cabelo nos olhos ("como tu, filha?" grrrr....) e, além disso, ("mas ele é tão bonito, Maria") ele (ar de escândalo) estava com uma imperial na mããão!!!!! (acrescentar que o Peter Pan tem diabetes)
- Filha, a mãe dele é médica, ele tem a diabetes controlada. E os teus amigos, andam com o quê na mão?
- Charros.
- E que doenças têm?
- SIDA ?
- Estamos conversadas, então.

domingo, 28 de setembro de 2008

Sort of Karma

Antes de mais nada, tenho sérios problemas com All Stars porcos. Mas os meus serious issues são com uns certos e determinados All Stars número 41, cremes, mas que me aparecem ao pé sempre tão nojentos que eu já digo que aquela merda não é nojenta, tem mesmo é SIRRO!!!! E só me apetece ser má e dizer coisas más e perguntar se já tomou banho esta semana. E perguntar porque é que pelo menos a mãe não lhe lava a merda dos ténis. E se ainda continua na idade de não querer tomar banho. Nem lavar-se.
Pronto, posto isto, o meu karma é uma coisa estupenda, em que tenho passado grande parte da minha vida última a fugir do dono dos All Star e, vai daí, ontem fui a um concurso de bandas e quem estava o tocar? o DITOOOO!!! Com outros All Star, escuros, mas que ainda assim se via perfeitamente a.. falta de lavagem. Claro que as minhas amigas começaram logo a divagar pela falta de banho e de máquina e do suor no boné e de quando tirasse a roupa.. PAREEEMMMM!!!!
O rapaz lá vem dar dois beijos peganhosos a cada uma, uma vez que tinha estado a dar o seu melhor na guitarra vá, quando vejo ao longe o... chamemos-lhe Peter Pan (obrigada Professor de Matemática, pela genial alcunha e pelo facto de ter reparado que o menino é meio loiro e vestia, na altura, blusas verdes... Sim, que se não fosse o bendito do Professor de Matemática, eu não repararia... txi!).
Eu tenho uma história engraçada com o Peter Pan. O Peter Pan não usa All Star, usa Portside, não cheira a suor, cheira a Jean-Paul Gautier, não veste t-shirts Slipknot descosidas já do uso, veste pólos Throttleman, tem um sorriso Aquafresh Branqueador Triple Action e é tão correcto e educado que até ... irrita!!!! Especialmente na parte da demonstração de felicidade de me encontrar após tantos anos.
O Peter Pan foi meu par no ano de finalistas. Eu era, na altura, fiel ouvinte de Slipknot, System of a Down, eteceteras. Eu aposto que ele sabia dançar sevilhanas e Espanha é que é. Tal e qual os filmes americanos. Passei a noite a fugir dele, sem querer dançar com ele e ainda tive a lata de lhe dizer que só tinha entrado com ele pra pagar menos. Tudo mentiras. Ruim que sou, desde que nasci, diz a minha mãe.
A minha querida senhora mãe, há coisa de uma semana, encontra o Peter Pan no cabeleireiro, falam muito contentes, e a sua filha, ela era tão bonita, sim, continua igual Peter (obrigadinha mãe, não sei se isso é exactamente um elogio...) bla bla bla. "Filha!! Encontrei o Peter Pan no cabeleireiro" "A sério? Ele corta o cabelo?" "Mariaaa!!! Quantas vezes já te disse pra não seres assim?" "Pois eu quero que o Peter Pan e mais o cabelo e mais o fato de finalistas e mais Espanha e mais o sorriso fantástico vão morrer loooooooonge de mim".
Ontem, lá me encontrou, trocou número de tlm, diz que estará em Lisboa também, em Veterinária (que é uma pena eu na altura ter colocado em 2ª opção,ia dar uma excelente veterinária...), café, tem lá o cavalo. Em Lisboa, não no café. E fiz um esforço enorme pra não dizer frases ordinárias em relação ao cavalo e em não lhe perguntar onde estava o corte de cabelo porque eu não via nada...
Hoje, a minha mãe gozou comigo, o meu amigo D. fez-me (re)contar a história toda, voltei à sensação de filmes americanos e a odiar o estúpido do meu karma, que só sabe fazer é merda!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Working Late

Posso não ter percebido ainda o que é, de que se trata ou o porquê. Mas sei que algo se passa quando deixo as coisas organizadas no dia anterior (inclusive a roupa que vou vestir passada a ferro!), vou 1 hora mais cedo para o trabalho (!), faço hora de almoço de apenas 30 minutos, fico no trabalho até às 20 horas (ops! já???) quando deveria sair às 17 horas e dou por mim a levantar-me do sofá e ligar o pc às 21:59 da noite "para fazer uma acta".
Posso não perceber ainda o que é, mas que definitivamente algo precisa de encaixe, isso é um facto.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

112

É verdade, não é só anedota. As pessoas entram mesmo em pânico estúpido quando algo inesperado acontece.
Hoje, enquanto ajudava num acidente de carro, a senhora a quem pedi para chamar o 112 perguntou-me:
- Tem aí o número?
Devia ser-nos possível controlar o pânico e utilizar a lógica em situações como esta. Ajudava tanto...

domingo, 21 de setembro de 2008

KY

S. - Mary Mary Mary... Não há NENHUMA palavra do vocabulário português que tu digas que eu não consiga levar para a cueca!
Maria - De certeza?
S. - Manda vir então!
Maria - Ok... MÃE.
S. - Aaaargh!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fim de Semana de Feira


Como diz a L., a metade do tempo que não passámos atrás deles, passámos a fugir deles. Que venham mais como esta!!

domingo, 14 de setembro de 2008

Química

Muitas vezes, existe sem qualquer razão aparente ou por uma razão aparentemente estúpida. Nesses casos, é extremamente difícil de ignorar, de gerir, de lidar, de contornar.
E torna-se ainda mais estúpido quando por fim nos apercebemos que, afinal, não havia química nenhuma.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Das relações

As relações são inevitáveis, não só pelo facto de o ser humano necessitar de, eventualmente, partilhar mais proximamente com um outro, mas também por imposição da sociedade. As idades do primeiro beijo, da perda da virgindade, do primeiro namorado a sério (e da quantidade deles) são factores de uma espécie de (des)aprovação social.
Apesar de cada vez mais haver tendência para as "superwomen", mulheres independentes, mães solteiras e profissionalmente bem sucedidas, o facto é que chega uma altura da vida em que procuramos parceiro. Porque estamos fartas de estar sozinhas, porque queremos constituir família, porque sim. Contudo, as relações são complicadas... porque exigem duas pessoas.
O "amor" monogâmico é, de certa forma, um estereótipo social hipócrita. As relações mudam-nos, trazem-nos novas perspectivas. Toda a gente tem defeitos que, a não ser que seja um amor absoluto e indescritível, gostaríamos de trocar por qualidades. Numa sociedade exigente e competitiva como a nossa já é difícil aceitarmos os nossos defeitos, quanto mais os dos outros. Quantas relações não acabam "porque não gosto da tua atitude relativamente a isto"? "Porque não consigo lidar com a forma com que encaras aquilo"? Não será, então, natural, que comecemos a olhar de diferente forma para um amigo, um colega de trabalho, um conhecido?
O que é facto é que acontece, às vezes mais do que gostaríamos ou, então, na conta certa para nos apercebermos que "não é isto que eu quero".
Termina a relação, achamos que foi tempo que se perdeu, que não valeu a pena porque, afinal de contas, não seremos amigos (na maior parte das vezes é mesmo impossível), com o que ficámos se voltamos à estaca zero? Mas ficámos. Pelo menos com uma perspectiva diferente. E depois: a) aprendemos e procuramos, a seu tempo, alguém bem diferente daquilo que tínhamos ou b) não aprendemos, deixamos assuntos mal resolvidos, tendemos a procurar o mesmo tipo de homem, porque queremos mudar aquilo que não conseguimos, porque não ultrapassámos o complexo de Édipo ou seja lá o que for, porque é mais difícil partir para o desconhecido.
É necessário estarmos sozinhos uns tempos, ponderarmos o que queremos e termos coragem para o assumir. Aceitar os nossos erros, as nossas falhas. Aceitar os defeitos dos outros.
Na realidade, erraremos ainda assim, porque se há coisa que não podemos mudar é o facto de sermos humanos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Constatação #15

As pessoas não mudam. Nós é que começamos a vê-las de outras perspectivas.

sábado, 6 de setembro de 2008

Síndrome Peter Pan - The Neverland Never Again

Tendo em conta que eu sou uma pessoa demasiadamente ocupada (e sensata) para perder o meu tempo com palermices, aqui fica agora (e finalmente) a dissertação que me encomendaste acerca da tua pessoa, ainda que inconscientemente. Mas, no fundo, eu sabia que era isto que querias, o teu último desejo, porque afinal de contas é a crítica que nos torna melhores pessoas.

Como rapariga que sou, gosto daquelas atitudes tão típicas: o tentar fazer programas românticos com o dito "amor da vida inteira", ainda que sejam só nos primeiros ... hm... 4 meses? Sim, também o facto de se preocuparem com aquilo que eu acho relativamente ao físico é um ponto a favor, "Oh amor, mas gostavas que eu tivesse abdominais?", ao que eu gentilmente responderia que "nãão, está bem pra mim", como boa pessoa que sou, ignorando o dia que chegasse a casa e, porventura, ele estivesse sentado, a lanchar, sem camisa, com a barriga quase ao pé da boca, a segurar-lhe as mamas para onde lhe caíam migalhas (as migalhas do amor) e eu a ter visões do BBC Vida Selvagem em plena comunidade gorila.

Também gosto de quando se irritam deveras e desatam a dizer palavrões caros enrolados em baratos sem saber a mínima ideia do que significa "prorrogativo" e, assim, como prestável pessoa que sou, para ajudar em futuros eventos de mau humor, poderia sugerir começarmos a utilizar o dicionário antes das refeições, tipo Bíblia e Graças e tal.

Gosto especialmente das actividades maduras com que se entretêm enquanto a mulher está fora, no trabalho, como por exemplo, coleccionar cromos das cadernetas da bola e depois ir ao Google e arranjar novos cromos de estádios e assim. Ou escrever blogs promissores, onde serão criadores de histórias de tempos idos (a cultura! A cultura é que importa! Acima de todas as coisas!) e depois publicar 3 posts e dizer que a vida os leva para caminhos diferentes e criam outro blog acerca dos campeonatos de futebol na net ali disputados entre o pessoal do bairro e depois, a vida e isso…

E quando dizem “Ai amor isto afinal já não dá porque tu és demais para mim e a-culpa-não-é-tua-não-é-de-ti-é-de-mim” e afinal tinham andado nas curtes com as ex, mas alto! Nobremente, afastam-se. Como cavalheiros que são. O problema é que ficam.

E “oooh que já não queres fazer o amor comigo..!!! NããããoooooOOOO000oo! É por estar careca? (er…) Por ter barriga? (err…..) Por ser idiota? (hmmm.. ) Por ter andado a comer a ex? Naaa, esta não pode ser!”
E “vou-me embora, sai da minha cama!!!!” “Saio ou vais?” “Ok, eu voooooou! (contar 30 minutos) Volto, que está frio…”…

Ou o drama “PORQUÊÊÊÊ????? Porque estás a acabar comigo????” E depois não sabem viver, nem comer, nem respirar e casam-se já amanhã e mudam-se para o outro canto deste Portugal, para um novo início, dizem eles, (quando está mais que acabado) porque NUNCA nos esquecerão, NUNCA encontrarão mais ninguém. E choram e cortam os pulsos e não sei quê.

E, MILAGRE, passado 1 ou 2 meses telefonam-nos “aiii que estou tãããão feliz, que encontrei O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA (outra vez, coisa cíclica, não?) e podemos ser irmãos”. E depois, os amigos vão (acontece quando se come a ex do amigo, por exemplo) e a special one vai ficando, até ao dia em que lhe dá o TPM e aquela pessoa que jamais-nos-ia-esquecer-e-que-por-acaso-até-fomos-nós-que-terminámos-a-relação nos diz: “Esquece-meeeeee!!!!”.

Mas o que eu gosto mesmo mesmo mesmo, é da maturidade e sensatez com que tratam toda esta matéria. Isso, sim, é que me activa a libido.
Desculpa se divaguei e acabei por não te apontar nada. Quando nos esforçamos tanto para ficar perto do perfeito, muito pouco fica por dizer, não é?

Dêem-me os Parabéns*


Parece que fui convidada para vogal da direcção de uma instituição. Eu cá, preferia ser consoante, mas pronto..!
A partir de hoje, o pessoal mais íntimo pode chamar-me de "menina da direcção"! (Loooool)
* or kiss my hand, como preferirem...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Descobri

que não interessa nada onde estás, para onde vais a seguir, que tipo de coisa irás fazer. O que realmente interessa é a pessoa que és. E assim, o que decidires, estará sempre bem!
The Hours - Ali in the Jungle
agradecendo ao perdido pelo vídeo!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

31 de Agosto


E assim acabam as férias.

As viagens ao Algarve, os crepes de chocolate na praça, os novos cortes de cabelo, os óculos escuros, o ferry até Espanha, os jantares com Martini Bianco, as idas a Lisboa e de t-shirt para o Bairro Alto, as novas amizades de Verão, que se espera que durem muito tempo porque para sempre é tempo demasiado.

Acabaram-se os planos para o regresso, as novas atitudes, as projecções. Porque o regresso já cá está, aqui e agora.

Vou ter saudades das conversas até às 3h da manhã e das séries até às 5h, dos novos planos para a sala, que demorarão porque, até serem postos em prática, serão apenas planos.

Nostalgia. Do Verão em São Paulo, contigo, Rita, onde não acertávamos o nome da Miralda (Marilda, Marialva...).

Saudades de passear em Sarajevo, contigo Layla, onde me mostraste um mundo bem distante.

Saudades do Verão/Outono em Oslo, comigo, tanta saudade... Em que, de facto, estava mesmo sozinha como na altura dizia estar e onde estive sempre mais próxima de mim. Há noites que me parece que Oslo é já aqui, na rua de trás e quando acordo ainda penso nos tons que via do lado de fora da janela. Tenho medo de voltar, assim não vá tudo perder o encanto...

De como vim cheia de planos para outras viagens, até à Irlanda, experimentar e ser feliz. Tenho receio de ir, assim o encanto não se quebre...

O regresso à escola, agora a um nível superior de aprendizagem, onde desejaria reviver tudo, de uma forma diferentemente intensa e intensamente diferente, apesar de nada já ser igual.

Por vezes, desejo o mundo sem sair da sola do meu sapato. Porque sei que quando saio, o difícil que é pra mim voltar.

A partir de hoje, às melhores escolhas!